Vamos neste diferente domingo de carnaval a alguns casos e causos de João Alves, publicações que estamos realizando aos finais de semana, e agradando muito ao leitor que encontra nelas uma forma de recordação do Negão.
1-CARNAVAL E TRABALHO

Já colocamos aqui desta coluna, que para João Alves não existia sábado, domingo, ou feriado, quando se tratava de trabalho.
Ano de 2015, João Alves administrando a Prefeitura de Aracaju e no início da semana de carnaval ele promove uma reunião de secretários. Até aí, tudo ok. Ao final da reunião vem o inesperado. Ele vira-se para alguns secretários e anuncia. Luis Durval e Pinna Júnior vamos nos reunir sábado pela manhã lá em casa.
Márcia Valéria vamos tratar sobre aquela pendência no sábado 11hs.
Batalha preciso ver com você na segunda feira logo cedo umas questões de mídia. Eu com o meu Carnaval pronto e armado em Salvador, murchei.
Aliás, todos foram murchando, até que uma voz salvadora interrompeu a escala de serviços.
“João, final de semana é carnaval”. falou Marlene Calumby, sua irmã, e Secretária de Governo.
De pronto ele rebate com uma indagação.”CARNAVAL? EU NÃO SABIA”. Gargalhada geral.
Mas não termina por aí. O prefeito insiste. “tem problema nao”. As reuniões serão rápidas e depois cada um vai para onde quiser”. Aí ele olha para mim e diz”pior é para Batalha que vai deixar de ir para Salvador”. Kkkk e tome gargalhada.
Ao final, felizmente o Negão se convence, e libera todos para os festejos de Momo.
2- JOÃO NO PRÉ CAJU

Muita gente não sabe, mas o Pré Caju, idealizado por Fabiano Oliveira, nasceu no segundo governo de João Alves Filho, que à época forneceu todo o apoio logístico de iluminação, segurança, saúde e outros, para a viabilização do grandioso evento.
Por isso, mesmo sem ser afeito a grandes festas, João Alves fazia questão de estar presente em todas as edições, estando ou não no exercício de mandatos, com um detalhe importante. O negão sabedor que era da minha paixão pela festa, me escalava todos os dias para 19hs estar na casa dele, e de lá, em um percurso mais ou menos de uma hora e meia saíamos rompendo a multidão, João sendo abraçado, ovacionado, até chegarmos aos camarotes em frente à Sementeira. Era um verdadeiro desafio vencermos as pipocas do Chiclete, Timbalada, Netinho etc, mas conseguíamos.
3-JOÃO NÃO CONHECIA
Chegando aos camarotes, João fazia questão de percorrer os dois andares do corredor, cumprimentando a todos que via pela frente em especial políticos de todas as correntes. Sempre tinha uma atenção especial aos camarotes das TVs Sergipe, Atalaia e Cidade, onde concedia entrevistas sempre enaltecendo o evento.
Dirigindo -se ao seu camarote, João sempre acompanhado de D. Maria, postava-se à frente e começava a apreciar o desfile dos blocos. Detalhe. Como ele não era afeito ao axé, pagode etc, sempre pedia para alguém identificar quem era atração, perguntando “quem é esse?”, e os saldava efusivamente naquele seu estilo característico.
4-JOÃO E A POLÍTICA

O Pré Caju sempre serviu de encontro para todas as lideranças políticas.
Nos seus camarotes, bem como nos blocos, políticos de todos os partidos e de todas as ideologias se encontravam, se confraternizavam, puxavam um ao outro pelo braço, e não rara das vezes começavam ali mesmo algum acordo político que normalmente prosseguiam nos dias e meses seguintes.
Um desses encontros chamou muita atenção. Ano de 2013, primeiro ano de João Alves na Prefeitura de Aracaju.
Jackson Barreto era governador do estado substituindo Déda que estava doente. João e Jackson haviam sido aliados na década de 80 e depois romperam politicamente e se afastaram um do outro. Quis o destino que os dois se encontrassem.anos depois, comandando respectivamente a capital e o estado, e o resultado em plena folia do Pré Caju não poderia ser outro. Um abraço e sorrisos fraternos como se fossem velhos amigos.




