Descrevi de forma nostálgica daqui desta coluna no último domingo, a minha tristeza e o meu vazio interior, sentimento oriundo pela não realização do carnaval, e suas consequências inimagináveis, com cerca de 70 áreas de uma cadeia produtiva que vive exatamente em função dos eventos.

Algum leitor menos atento, mais radical, ou guiado por conceitos evangélicos pode criticar” há é uma festa pagã, violenta etc e tal”, pode até ser, mas aqui vai a pergunta?
Quem durante este período está sustentando milhões de brasileiros que vivem do mercado informal. Vendedores ambulantes de cervejas, churrasquinho etc.

Os vendedores de adereços.
As costureiras, sapateiros, carpinteiros para montagens dos camarotes.
Os músicos e cantores.

Operadores e proprietários de sonorização.
Donos e músicos de trios.
Eletricistas
Servidores públicos que ganham o seu extra a exemplo de Bombeiros, Polícia Militar, Médicos, Enfermeiros, Eletricistas, Agentes de Trânsito, Guarda Municipal, Vigilância Sanitária, Cozinheiros, Garçons, donos de bares, lanchonetes e restaurantes.

Hotéis, empresas de Táxi e Uber, Empresas Privadas de Segurança, já imaginaram o prejuízo e o desespero dessas pessoas que ficam o ano inteiro esperando a festa de Momo chegar.

Os prejuízos são incalculáveis. Os amigos já imaginaram Salvador com seus gigantes trios e estruturas totalmente paralisadas. Lá existem cerca de 120 trios que estão há um ano sem tocar. Se não fossem algumas lives que as grandes bandas estão realizando o caos seria muito maior.

O que dizer de Rio de Janeiro e São Paulo com suas gigantescas Escolas de Samba. Lá, as comunidades em geral vivem em função das escolas. OS recursos arrecadados durante semanas e meses de ensaio são aplicados em benefícios para o local com construções de creches, escolas etc. E agora um ano sem carnaval. Não é para se preocupar e lamentar? Claro que sim.

Pois bem meus amigos leitores. O Brasil está triste. Está sem o sorriso habitual do período. Seja Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador, Aracaju ou até mesmo nossas cidades de Sérgipe a exemplo de Neópolis e Pirambu, com seus carnavais diferenciados mas que não só levavam alegria como aqueciam as respectivas economias, rezam pra que esse monstro vá embora e se afaste de nós. Outros carnavais virão.





