Em texto divulgado na noite de segunda-feira (7), o ex-decano Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu que a Suprema Corte não pode ser convertida em “escudo protetor de desvios individuais”.
Mais cedo, Celso divulgou com um grupo de ex-ministros uma carta de apoio ao atual presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para uma apuração “imediata e rigorosa” sob o devido processo legal dos episódios recentes sobre integrantes do Poder Judiciário.
Nem na carta conjunta nem na manifestação os nomes dos magistrados Alexandre de Moraes e André Mendonça, que são alvos de pedidos de investigação no Supremo, são mencionados.
Celso ressalta que os casos recentes “têm provocado perda da confiança social na integridade, imparcialidade e independência dos juízes do STF”, bem como “sério desgaste da autoridade da Suprema Corte e grave declínio de respeitabilidade”.
“Nenhuma autoridade está acima da lei, nem pode invocar a dignidade do cargo para subtrair-se ao escrutínio público. Quem compromete a própria integridade fere também a confiança pública depositada na instituição”, destacou.
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