A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Articulação, Parcerias e Investimentos (Sempi), realizou nesta quarta-feira, 18, a segunda reunião com um dos consórcios autorizados a desenvolver os estudos do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) nº 03/2025, voltado à implantação do novo Centro Administrativo da capital. O encontro dá continuidade à etapa de alinhamento técnico iniciada anteriormente e marca mais um avanço na construção das diretrizes do projeto.
A reunião, que aconteceu na modalidade remota, teve foco na compreensão do estágio atual dos estudos e contou com a participação da Comissão Especial do PMI do Centro Administrativo, composta pelo presidente da comissão e diretor do Departamento de Parcerias (DPAR), Marconi Cavalcanti; pelo assessor jurídico do DPAR, Victor Guerra; pelo arquiteto do DPAR, Ricardo Mascarello; pelo gestor do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, Renato Basílio; além do assessor de planejamento da Sempi, Alan Falcão.
Também estiveram os representantes do consórcio composto pelo Instituto de Infraestrutura, Inteligência e Inovação – I4 Brasil; Garin Infraestrutura Assessoria e Participações; e Cescon, Barrieu, Flesch & Barreto Sociedade de Advogados.
Um dos principais objetivos do estudo é avaliar a eficiência dos gastos públicos. Nesse contexto, uma das atribuições dos consórcios é analisar quanto o município gasta hoje e qual seria o potencial de economia com o novo Centro Administrativo. A expectativa é reduzir despesas, seja por meio da diminuição de gastos com aluguéis ou pela otimização do uso de imóveis próprios, que poderão ser destinados a finalidades mais estratégicas.
De acordo com o presidente da comissão e diretor do DPAR, Marconi Cavalcanti, assim como no encontro anterior com as empresas Think Viabilidade de Negócios Ltda e Emergo Construção e Serviços Ltda, o momento foi dedicado à apresentação das equipes e à troca de informações preliminares.
“Nesse primeiro momento, eles estão pesquisando qual seria o melhor direcionamento. Fizeram diversos questionamentos, principalmente sobre eventuais tratativas já realizadas pelo município, e esse ponto foi abordado de forma bastante ampla. A ideia deles é fechar um modelo inicial, com uma concepção preliminar, incluindo definições sobre o direcionamento do projeto e a elaboração de um desenho arquitetônico, com volumetria. Isso vai permitir tanto a validação junto à Prefeitura quanto o levantamento de métricas, especialmente relacionadas a custos e investimentos necessários”, disse.
Cavalcanti também enfatizou que o projeto tem uma visão de longo prazo e deve atender às necessidades futuras da cidade. “Esse não é um projeto para uma gestão específica, é um projeto para Aracaju. Por isso, defendemos que o centro administrativo seja flexível e modular, capaz de se adaptar a possíveis reformas administrativas, mudanças na estrutura das secretarias e novas demandas ao longo do tempo”, completou.
Na próxima fase, os consórcios enviarão o chamado data request, documento por meio do qual solicitam informações detalhadas para subsidiar seus estudos. Dentro desse cenário, a Sempi fornece dados como a situação atual dos imóveis em que funcionam as secretarias, o número de servidores e diretrizes para as estações de trabalho, entre outros. Essas informações são fundamentais para a elaboração do projeto de forma mais precisa.
Segundo o diretor de Projetos e Novos Produtos do Instituto de Infraestrutura, Inteligência e Inovação – I4 Brasil, empresa líder do consórcio responsável pelos estudos, Luis Fernando Parma, a importância do primeiro encontro para alinhar expectativas é essencial, sobretudo no início das atividades do projeto.
“Com relação a esse primeiro encontro, que é a reunião de “Kick-off” do projeto, ou seja, o pontapé inicial, é sempre muito importante porque conseguimos absorver e coletar toda a expectativa que o município possui em torno da iniciativa. Isso é fundamental, pois, além dos aspectos técnicos e de qualidade, e de todo o referencial teórico que um bom projeto de infraestrutura precisa ter, buscamos sempre dialogar com as expectativas de quem vai receber os estudos que vamos produzir”, informou.
A partir de agora as empresas do consórcio entram no ciclo de estruturação dos estudos, que tem como proposta não apenas ofertar à população um novo equipamento público, bem estruturado e preparado para atender às demandas, mas também contribuir para a ressignificação do centro urbano da cidade, assim como tem ocorrido em grandes capitais.
Parma ainda destacou que se trata de um projeto com forte viés administrativo, voltado à melhoria das condições de trabalho dos servidores e à valorização do aparato estatal, mas que também busca transformar o espaço urbano, criando uma ambiência mais adequada e convidativa para o centro da capital.
“Para a I4 Brasil, instituto que tem como vocação apoiar municípios em demandas públicas, é uma grande satisfação, assim como para todo o consórcio, contribuir com o município de Aracaju nessa iniciativa”, concluiu.
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