Em entrevista ao Jornal da Fan da Rádio Fan FM na manhã desta quarta-feira,14, a procuradora da república, Marta Figueiredo, falou sobre a Ação Civil Pública impetrada em conjunto pelos MP’s para que mais leitos de UTI e de enfermaria para pacientes com covid-19 e outros recursos de combate à doença sejam adotados em Sergipe. Segundo ela, a medida foi tomada, pricipalmente, após o Ministério Público Federal (MPF) ter identificado aumento no número de mortes em leitos de enfermaria no estado.
“Isso fez com que o MPF identificasse um aumento no número de mortes em leitos de enfermaria, número maior até mesmo que as mortes em leitos de UTI. Isso comprova o colapso no sistema de saúde”, disse sobre as investigações realizadas pela institição.
O MPF mantém um procedimento administrativo que acompanha a capacidade do sistema de saúde diante do agravamento dos casos da doença e o crescimento acelerado de internações em hospitais, tanto da rede pública como da rede privada.
A ação ajuíza medidas que devem ser tomadas pelos governos federal, estadual e municipais para que as devidas providências sejam tomadas para garantir acesso à saúde para a população através da disponibilização de novos leitos, transferências para hospitais particulares, quando não haver disponibilidade nos hospitais públicos e também a transferência de pacientes entre estados, quando necessário, bem como a contratação de recursos humanos e equipamentos para o tratamento desses pacientes.
Quanto as consequências que os gestores podem sofrer a partir da ação, ela explicou que essas medias cabem ao poder judiciário, a quem foi requerida a medida, portanto não há um prazo estipulado para a conclusão da análise do requerimento.
“A situação é tão grave que afeta qualquer outro paciente que demande de problemas de saúde e precise ser atendido na rede pública ou privada”, finalizou.




