Motoristas que trabalham na Fundação Renascer, através da empresa terceirizada que presta serviços para a fundação, Localine, afirmam que estão com férias atrasadas e sofrendo ameaças caso denunciem o que tem acontecido no ambiente de trabalho.
A informação foi confirmada pelo portal Fan F1 que ouviu anonimamente dois desses motoristas que trabalham na Fundação. Para garantir sua integridade e evitar problemas, não revelaremos as identidades desses funcionários.
De acordo com o primeiro motorista ouvido pelo portal, ele está há três anos sem receber o pagamento de suas férias e afirmou que essa situação não acontece apenas com ele, mas os profissionais temem sofrer perseguição no local de trabalho.
“Tenho três anos lá e já estou com três férias vencidas que eles ainda não pagaram. Além disso, a gente não recebe adicional periculosidade e nem ticket alimentação, ainda somos ameaçados para não fazer nenhum tipo de denúncia. Isso acontece com todos os motoristas, porém muitos não têm coragem de denunciar por medo de sofrer perseguições ou de perder o emprego”, disse.
O outro motorista revelou que já ficou dois meses sem receber o salário e, por isso, os funcionários realizaram uma paralisação. Segundo ele, a partir desse momento as perseguições começaram. Ele também está há três anos sem receber o pagamento das férias.
“A locadora, Localine, alega que a Fundação não repassa o dinheiro para eles e que por isso está sem pagar a gente. Ficam um jogando contra o outro e quem se prejudica é o trabalhador que fica sem receber o que é seu por direito. A gente já ficou dois meses sem receber, foi quando a gente paralisou e começaram as perseguições”, afirmou.
Os motoristas falaram também dos riscos de estarem transportando diariamente os menores infratores para fóruns, residências particulares (quando cumprem pena em regime semiaberto), médicos e não receberem nenhum adicional pelo serviço prestado.
“Como é que você trabalha em um sistema desse e não recebe periculosidade? Não existe isso”, alegam.
Em nota, a Fundação Renascer afirmou que compete à empresa contratante honrar com os direitos trabalhistas dos seus colaboradores, no entanto, garante que irá notificar a Localine, no âmbito da fiscalização do contrato, para que regularize a situação junto aos seus funcionários. A Renascer informa, ainda, que irá abrir sindicância administrativa para apurar os fatos.
Entramos em contato com a empresa Localine que disse não reconhecer a situação. Questionados sobre as providências que serão adotadas para averiguar o caso, o portal não obteve respostas. Tentamos contato com a empresas outras vezes, mas não fomos atendidos.




