Escolas estaduais participam da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente em Sergipe

Unidades escolares das redes estadual, municipais e privada participam nos dias 4 e 5 de agosto da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). O evento, realizado pela primeira vez em Sergipe com o tema ‘Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática’, foi aberto nesta segunda-feira, 5, no Sesc Hotel Atalaia, em Aracaju, e reuniu 50 estudantes e gestores. Ao fim da conferência, eles irão selecionar um projeto e 12 delegados que representarão Sergipe na etapa nacional, que acontecerá em Brasília.

Ao todo, foram desenvolvidos 107 projetos em Sergipe, 47% dos quais são da rede pública estadual. Todas as 10 diretorias de educação (DREs e DEA) têm escolas com projetos selecionados. O evento é coordenado pelos ministérios da Educação (MEC), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A representante da comissão executiva nacional da CNIJMA, Silvana Canário, reforçou que a justiça climática precisa ser discutida nas escolas de forma acessível e participativa. Ela defende que as próprias crianças devem ser incentivadas a elaborar projetos a partir dos problemas que observam em seus territórios. Tudo isso deve ser feito de forma leve, educativa e pedagógica, para não gerar ansiedade climática nessas crianças.

A secretária de Estado do Meio Ambiente, Débora Dias, destacou que é por meio das conferências que se pode trabalhar as temáticas em nível estadual até chegar ao federal.  “É uma temática muito importante, as mudanças climáticas, e nada melhor do que envolver os estudantes, jovens multiplicadores. A conferência é um instrumento importantíssimo para desenvolvermos as políticas públicas com qualidade”, afirmou.

O diretor do Departamento de Educação (DED), Genaldo Freitas Lima, representou o secretário de Estado da Educação, Zezinho Sobral. Em seu discurso, ele destacou a importância de “cuidar do meio ambiente, assumindo o compromisso de fortalecer a participação social, o protagonismo juvenil e o papel da educação como base de um mundo sustentável”. Ele concluiu sua fala afirmando a relevância da educação e da participação ativa das crianças e jovens na construção de um futuro mais sustentável, enfatizando que eles têm um papel fundamental na transformação da realidade e na proteção do planeta.

O público-alvo são alunos de 11 a 14 anos matriculados no ensino fundamental. Um dos projetos concorrentes da rede pública estadual é o intitulado Guardiões da Justiça Climática, desenvolvido por alunos do 9º ano do Colégio Indígena Estadual Dom José Brandão de Castro, localizado em Porto da Folha, no alto sertão sergipano.

A estudante e integrante da equipe, Paola Saraiva Apolônio, explicou que o projeto surgiu após o interesse dos estudantes em dar uma nova vida ao viveiro de mudas da escola, que fica na aldeia Xokó. “Esse viveiro um dia foi cheio de vida, de sonhos, de muitas plantas, só que, por descuido e falta de apoio, ele foi abandonado. O nosso grupo teve a ideia de trazê-lo de volta à vida”.

Para o encerramento do primeiro dia, os estudantes participaram de uma palestra do professor Lício Valério. A programação para o último dia da conferência, a ser realizada na tarde desta terça-feira, 5, contará com a apresentação dos projetos desenvolvidos e com a votação, feita pelos próprios alunos, dos 12 delegados que representarão Sergipe na Conferência Nacional em Brasília, no mês de outubro.

 

 

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