Após mais de quatro horas de discussão, a Comissão de Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados acatou um pedido conjunto de vistas ao projeto de lei que institui o estatuto do nascituro, criminalizando todas as formas de aborto permitidas na atual legislação. Com isso, a votação fica adiada. A discussão, porém, contou com agressões físicas e verbais dentro e fora do colegiado.

A própria reunião foi assunto de revolta entre as deputadas de oposição, com a votação pautada em horário fora do usual (começando pela manhã) e tendo o projeto como seu único item de discussão. O clima piorou no início dos debates, com a decisão da presidente da comissão, Policial Kátia Sastre (PL-SP), de não permitir a entrada do público, mantendo a votação em portas fechadas.
Do lado de fora da comissão, representantes de movimentos contrários ao projeto observavam a discussão em conjunto das militâncias dos partidos. No início da tarde, um manifestante pró-Bolsonaro foi até o local e acertou um soco no rosto de uma apoiadora do Psol. Em nota, a líder da bancada, Sâmia Bomfim (SP), se manifestou sobre o ocorrido. “O método dessa corja é a violência contra as mulheres, dentro e fora do parlamento. Vamos exigir o rigor da lei, não passarão!”, declarou.
Em meio a agressões, votação de proibição do aborto é adiada na Câmara




