Dra. Clécia faz alerta sobre violência doméstica e assume a defesa das mulheres sergipanas
Como advogada, candidata a deputada federal quer ampliar a defesa das mulheres em Brasília

Entre 2017 e maio de 2026, o estado registrou 161 feminicídios consumados, segundo dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal da Secretaria da Segurança Pública. Somente em 2025, foram 15 mulheres assassinadas em razão do gênero, contra 10 casos registrados em 2024. O aumento foi de 50%, com uma média superior a um feminicídio por mês.
Nossa Senhora do Socorro, cidade onde a advogada Dra. Clécia nasceu, cresceu e construiu sua trajetória, aparece entre os municípios com os maiores números. São 13 feminicídios registrados na série histórica, colocando o município na segunda posição ao lado de São Cristóvão. Socorro também aparece como uma das cidades com maior número de registros de violência doméstica em Sergipe.
Para Dra. Clécia, os números representam uma realidade que não pode ser tratada apenas como estatística. “Tem mulher no nosso estado apanhando, tem mulher no nosso país apanhando, tem mulher sofrendo algum abuso neste momento, tem mulher morrendo. São problemas que, enquanto a gente não tratar ao mesmo tempo segurança pública e educação, não vai resolver”, afirma.
Advogada, servidora pública e agente de saúde há mais de 20 anos, Clécia defende que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa começar antes mesmo de ela acontecer. Para isso, acredita na união entre políticas de segurança, educação e prevenção.
A candidata a deputada federal afirma que o objetivo não deve ser apenas diminuir os números da violência.

“A gente não colocou a nossa candidatura para tentar reduzir números. A gente quer que o número não exista. Você pode achar que é uma utopia, mas não é”, defende.
Para Clécia, a transformação passa também pela educação das novas gerações e pela construção de uma sociedade baseada no respeito às mulheres. “Se a gente conseguir organizar a nossa sociedade para que a gente cuide e ensine nossas crianças, a gente vai ter, no futuro, homens que sabem que podem chorar e que devem respeitar as mulheres. Isso, para mim, não é utopia, é trabalho a ser feito”, disse.
Formada em Direito e com uma trajetória construída no serviço público e nas comunidades de Nossa Senhora do Socorro, Dra. Clécia quer levar essa experiência para a Câmara dos Deputados e ampliar a defesa das mulheres sergipanas.
A proposta é transformar a experiência de quem conhece de perto a realidade das comunidades em atuação política, com atenção à prevenção da violência, à proteção das vítimas e à defesa dos direitos das mulheres. Dra. Clécia quer ser, em Brasília, uma voz firme na defesa da mulher sergipana.




