Cunha e Ibaneis são citados para endossar afastamento de diretor da PF

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), citou os casos do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em 2016, e do então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em 2023, para justificar o afastamento do diretor-geral da PF (Polícia Federal) do cargo.

Nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do delegado Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da PF, foram determinadas por Mendonça.

A decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS.

Na decisão, Mendonça cita que o afastamento dos diretores da PF “está em plena consonância com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal”. O ministro ainda afirma que em 2016, o Tribunal “reputou a providência necessária exatamente para impedir interferências em investigações criminais” ao determinar o afastamento de Cunha.

Ainda de acordo com o ministro, a então decisão afastou “expressamente a alegação de ingerência indevida do Poder Judiciário no Poder Legislativo, porquanto a autonomia dos Poderes não é ilimitada e todos permanecem submetidos à Constituição”.

 

 

 

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