CARLOS BATALHA: “CAUSOS DE JAIR “DO” BANESE”!

Na última sexta-feira nos deixou o querido amigo Jair Araújo de Oliveira, também conhecido como Jair “do” Banese, em função  da sua identificação de trabalho e amor para com o banco que ele dirigiu por quatro anos.
Jair era uma grande figura. Atrás de uma aparência um tanto quanto fechada, estava um homem com um coração enorme e uma disposição inigualável de ajudar os amigos.
Já falamos sobre o profissional Jair no artigo que publicamos ontem aqui na Folha de Sergipe. Hoje iremos relatar aqui alguns CAUSOS do nosso querido amigo.
Jair “do” Banese quebrava protocolos, dispensava etiquetas e cerimônias. Era homem simples, detestava formalidades, e parecia que o paletó e a gravata lhe incomodavam bastante.
O “baixinho” Jair era pequeno na estatura mas gigante nas atitudes. Às vezes queria fazer cara de mal mais não conseguia.
Jair vai deixar muitas saudades, mas os seus casos e causos ficarão sempre em nossas memórias.
Fica com Deus querido amigo.
O CARRO MACA
Ano de 2005, enquanto Secretário de Estado de Esportes, faço uma visita a Jair, e faço um pedido para doação de um carro maca para o Batistão. Pedido atendido, e carro encomendado.
Chega o dia da entrega do equipamento. Estádio totalmente lotado. Jogo Sergipe x Santos pela Copa do Brasil.
Nos camarotes, várias autoridades, inclusive o então governador João Alves Filho. Toda a diretoria do Banese se fazia presente, e o Jair entusiasmado, a todo o momento apontava para o carro, novidade por aqui, e que pouquíssimos estádios brasileiros possuíam.
Começa o jogo, e também a expectativa para que o carrinho todo plotado com a marca do Banese, entrasse em campo.
O tempo vai passando e nada. Termina o primeiro tempo, e Jair fica frustrado, Ninguém caiu.
Começa o segundo tempo, e nada de um atleta cair. Aos 40 minutos, restando apenas 5 para o final, um jogador do Santos cai, e o árbitro pede o socorro do carro. Vibração total no estádio. Parecia um gol.
Qual não foi a decepção, quando seu Néo, responsável pelo pequeno veículo, bate na chave e a bateria não funciona. Gargalhada geral de mais de 15 mil pessoas.
O nosso querido Jair, decepcionado vai embora, e sai do estádio reclamando. kkkkk
JAIR PÉ FRIO
Outro fato inusitado aconteceu quando da inauguração do novo placar eletrônico, também doação de Jair através do Banese.
O jogo era Sergipe x Confiança, aniversário de Aracaju. Estádio lotado, e desde cedo o placar que já havia sido testado antes não consegue ser ligado em sua totalidade. Apenas parte dele funcionava. Partida marcada para 16hs, e por volta das 15hs chega Jair que foi logo perguntando pelo placar.
Ao notar o precário funcionamento do aparelho, Jair começa a ficar nervoso, caminha para um lado e para o outro, e quando ameaça mais uma vez ir embora (kkkk), o equipamento acende na sua plenitude, para alegria de Jair, que parecendo uma criança pulava de um lado para outro, e abraçava a todos os presentes.
GOSTAVA DE COMER
João Alves Filho, enquanto governador, gostava de despachar nas secretarias, e também nos orgãos. O Banese era um dos seus locais preferidos. As reuniões promovidas pelo Negão, às vezes eram intermináveis, entrando pela noite.
Certa feita, por volta das 20hs, João recebendo os secretários, um a um, e do lado de fora, Jair estava impaciente. Reclamava a todo instante que a barriga estava reclamando e que não queria mas teria que pedir pizza, mesmo estando de regime. Assim foi feito. Foram pedidas 3 ou 4 pizzas, das quais o nosso amigo, sozinho, devorou uma.
Por volta das 23hs termina a reunião, e Jair nos chama para irmos a um restaurante jantar. Quando lhe pergunto sobre o regime, ele simplesmente responde. “Aquela pizza não conta porque eu estava no horário de trabalho”, e empurra para dentro uma garfada de talharim. kkkk
Carlos Batalha
Jornalista e Radialista
https://folhadesergipe.com/

Deixe uma resposta