CARLOS BATALHA: CASOS E CAUSOS!

Olhe aí mais um final de semana e mais um encontro para CASOS E CAUSOS aqui na Folha de Sergipe.
A galera se acostumou, se diverte, e aguarda o momento de curtir.
PERDI TRÊS VOOS NO MESMO DIA
Conto aqui não apenas CASOS E CAUSOS que aconteceram com outras pessoas, como também relato alguns que aconteceram comigo.
O ano não me recordo, mas era década de 80. Eu e Andrade Lima, grande figura, grande amigo, e grande narrador de futebol, fomos transmitir em uma quarta feira uma partida que também não me recordo qual foi, em Goiânia capital de Goiás. No dia seguinte, teríamos que transmitir um jogo do Sergipe em São Paulo contra a Portuguesa de Desportos. Conexão àquela época era difícil. Teríamos que sair de ônibus para Brasília, e de lá para a capital paulista. Ocorre que na noite anterior a farra prolongou-se, e ao acordar tarde no dia seguinte, chegamos atrasados em Brasília, e perdemos o primeiro voo cuja saída estava prevista para 09hs.
Conseguimos remarcar outro voo para meio dia. O tempo estava a nosso favor. Apenas uma hora e meia de viagem e o jogo estava programado para 21hs. Ficamos tranquilos no aeroporto e não ouvimos as chamadas para o embarque e quando fomos para o portão de embarque, o mesmo já estava fechado.
Outra vez no balcão de passagens. Conseguimos remarcar para um voo 15hs. kkkk É pra sorrir mesmo. Eu e Andrade achávamos que estava tudo tranquilo e fomos para o terraço beber um chopp. Resultado? O serviço de som chamou para embarque e ao não ouvirmos, perdemos o terceiro voo do dia. E aí? Por sorte conseguimos um quarto voo às 18hs. Marcamos, e para não corrermos novamente o risco entramos logo no salão de embarque e ficamos na boca da entrada. Viajamos, chegamos 7.40hs mais ou menos, fomos com mala e tudo direto para o estádio e entramos no exato momento em que as duas equipes já estavam em campo. Ufa. Uma loucura, mas a transmissão saiu.
NO MEIO DA TORCIDA DA ESCÓCIA
Ano de 1982. À época estávamos como diretor da Rádio Difusora de Sergipe, hoje Aperipê. Entramos em um pool com várias emissoras brasileiras para transmitirmos a Copa do Mundo na Espanha. A sede do Brasil era Servilha, e lá ficou sendo nossa base. Como eram vários os profissionais das diversas emissoras, nos jogos do Brasil era feito um sorteio para saber quem iria trabalhar. Eu tive a oportunidade de abrir as transmissões, sendo o mestre de cerimônias por assim dizer, abrindo a transmissão da estreia do Brasil, 2 x 1 contra a Rússia.
Jogo seguinte seria contra a Escócia. Fiquei fora desta vez, e me entregaram um ingresso para ir ao estádio. Lá fui eu. Setor definido, e cadeira numerada. Todo paramentado de Brasil, verde e amarelo, entro no estádio, e qual minha surpresa. Quando desponto na arquibancada, saio no meio da torcida britânica, com aqueles torcedores bem brancos, alguns usando saias, traje típico deles, e me olhando de cara feia. Procurei minha cadeira caladinho, sentei e fiquei em silêncio e sem poder vibrar a cada gol do Brasil. Placar do jogo. Brasil 4 x 0 Escócia. Imaginem os amigos. Tive que assistir um grande espetáculo sem puder gritar um gol sequer.
AINDA ESPANHA
Paguei outro mico na Copa do Mundo da Espanha.
Após a estreia do Brasil na copa, vitória de 2 x 1 contra a Rússia de virada, fui para o hotel, e após o relaxamento resolvi dar uma esticada pela noite espanhola. Como de costume sair vestido com uma camisa verde e amarela. Me indicaram um bar boite que seria um point local. Cheguei, procurei uma boa mesa para sentar. De repente percebi que vários olhares estavam em minha direção, e foi aí que saquei que  estava exatamente no local onde os russos estavam hospedados e os grandões brancos que me olhavam faziam parte da delegação deles. Rapidamente cancelei o pedido que havia feito, e me arranquei apressado do local.
DEI AUTÓGRAFOS
Copa do Mundo do México em 1986.
Após a eliminação do Brasil, quando perdemos para a França na disputa de penalidades, eu e o amigo Reinaldo Moura resolvemos dar uma esticada pelo país mexicano.
À época eu deveria pesar algo em torno de 75 kg, possuía cabelos compridos cacheados, e pela minha altura alguns amigos brincando, me chamavam de Roberto Dinamite, um dos grandes artilheiros do Brasil.
Pois bem. Chegamos em Acapulco, e ao nos hospedarmos fomos à piscina do hotel para relaxar. Quando estávamos entre uma tequila e outra, chegam dois mexicanos pedindo autógrafo achando que eu era o próprio Dinamite. kkkk. Foi difícil convencê-los o contrário.
Até o próximo final de semana.
Carlos Batalha
Jornalista e Radialista
https://folhadesergipe.com/

Deixe uma resposta