Alessandro sobre futuro partido: “Não sou eleitor de Lula e nem de Bolsonaro”

Em entrevista ao Jornal da Fan da Rádio Fan FM, o senador Alessandro Vieira explicou os motivos para se desfiliar do Cidadania. Na oportunidade, ele não revelou para qual partido deve se filiar, mas deixou claro que seguirá pela chamada terceira via, principalmente, por afirmar que não é eleitor de Lula e nem de Bolsonaro.

“Não tenho nenhum diálogo estabelecido com o [partido] Pros, não tenho absolutamente nenhum tipo de aproximação e não estabeleço um prazo [para se filiar a um novo partido (…). Eu tenho que fazer escolhas e definições sempre no sentido de melhorar a atuação em benefício de Sergipe. E no cenário nacional, a gente vem tentando ajudar na construção de alternativas para a presidência da República, não sou hoje um eleitor de Bolsonaro e nem de Lula”, afirmou Alessandro.

A decisão foi tomada após se contrariar com a desistência do partido de continuar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando o chamado Orçamento Secreto. “Essa ação tem o objetivo de dar transparência e criar critérios objetivos que possam ser fiscalizados pela população pela distribuição de emendas, que hoje são ocultas. São verbas bilionárias que são distribuídas Brasil afora por critérios políticos”, explicou.

Ele disse ainda que ficou surpreso com a decisão que o presidente nacional do partido, Roberto Freire, tomou nesta quarta-feira, 09, em retirar a ação no STF. “Ele me disse que era uma demanda da bancada, e eu literalmente disse: você faz o que achar correto como presidente do partido, eu faço o que achar correto como senador. Ele retirou a ação e eu informei que dentro desta realidade não tinha condições de permanecer no partido.”

O senador afirmou que o pedido de desfiliação do Cidadania não deve influenciar na alteração do seu bloco político em Sergipe. 

O senador Alessandro Vieira vai deixar o Cidadania Jefferson Rudy/Ag. Senado

CPI

De acordo com Alessandro, os trabalhos na CPI da Covid-19 estão dentro do esperado, mas que até o momento não pode apontar um crime de responsabilidade do presidente Bolsonaro.

“É possível que no final da CPI tenha essa configuração. O que nós temos, e isso é muito claro, o presidente participando desse processo e continua defendendo medidas que são contrárias ao que a ciência delimita como corretas para o enfrentamento da Covid-19. A postura do presidente acaba contribuindo de uma forma negativa para a postura dos brasileiros, que deixam de acreditar no caminho correto”, completou.

Ele opinou também que o Governo Federal tenta “esconder” a conduta do Ministério da Saúde, porém, segundo Alessandro, os fatos que estão sendo apurados aos poucos aparecem.

O senador detalhou também que a sua saída do Cidadania não deve alterar a sua participação na CPI Covid-19, justificando que a sua indicação foi por um bloco de partidos.

 

 

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