Na reunião no Palácio do Planalto em que pediu aos ministros uma ação antes das eleições, Jair Bolsonaro (PL) fez uma longa argumentação contra a esquerda e desdenhou da tortura sofrida pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
A CNN teve acesso a trechos do vídeo, apreendido pela Polícia Federal, um dos elementos que embasou as investigações por tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. As imagens foram obtidas pelo âncora Leandro Magalhães.
Dilma, agora presidente do Novo Banco do Desenvolvimento (NBD), é mencionada quando Bolsonaro cita que o regime de Fidel Castro, em Cuba, executou um antigo aliado, o general Arnaldo Ochoa Sanchez.
No relato que fez a seus auxiliares, Bolsonaro disse ter lido no livro do chefe da guarda pessoal de Fidel Castro que “esse coronel viu o Ochoa marchando na direção do paredão e urinou nas calças”. Trata-se do livro “A Vida Secreta de Fidel”, de Juan Reinaldo Sanchez.
“Não tem fodão. Não tem a fodona aí de uma ex-presidente aí que [diz]: “Ah, fui torturada 30 dias”. Eles sabem o que é tortura. Jogam aqui nas Forças Armadas nossa o que eles faziam no passado”, disse Bolsonaro.
Vídeo mostra Bolsonaro desdenhando de tortura de Dilma em reunião com ministros em 2022




