“Vacina dada, não é vacina perdida”, diz infectologista

Em entrevista ao Jornal da Fan da Rádio Fan FM, nesta sexta-feira, 14, a infectologista Josy Erreria esclareceu que as pessoas que já conseguiram tomar a primeira dose contra a Covid-19, mas está com atraso para receber a segunda, não serão afetadas se os novos imunizantes chegarem após semanas. “Vacina dada, não é vacina perdida”, completou.

Ela disse também que “todas as vacinas disponíveis foram testadas em duas doses com intervalos diferentes. Já há estudos demonstrando que a eficácia da Coronavac é melhor tomando a 2ª dose com maior intervalo de tempo. A pessoa não vai perder a primeira dose e não vai perder a imunidade por conta disso”, explicou Renata.

Sobre a eficácia das vacinas disponíveis no país (Pfizer, AstraZena e Coronavac), Renata disse que depende de cada estudo. No Brasil, segundo ela, a Pfizer tem uma eficácia maior em casos leves e moderados. Em casos graves, todas têm a mesma eficácia.

Ela disse ainda que as três vacinas disponíveis são eficazes para as variantes que circulam no país e ressaltou a importância de acelerar o processo de vacinação, pelo fato dos imunizantes não perderem a sua eficácia. “Quanto mais o vírus circula, mas ele se reproduz, e mais chance ele tem de mutação (…). A gente tem pressa para que a vacina chegue em massa o mais rápido possível para que não apareçam variantes novas”, explicou.

 

Infectologista Josy Erreira

Questionada sobre a condução da vacinação no Brasil, a infectologista deixou claro que se tivesse tido um programa de vacinação e aquisição de vacinas mais acelerado, algumas mortes teriam sido evitadas.

Reações das vacinas

Conforme a infectologista, as reações das vacinas são esperadas. Segundo ela, pelo motivo de gerar estímulos para que o organismo desenvolva os anticorpos. “Com esse estímulo, o organismo trabalhando, pode ter alguns sintomas, o principal é dor no local, vômitos e algumas pessoas podem ter febre.

Josy explicou que as vacinas não tem como infectar as pessoas. O que pode ocorrer, segundo ela, é que a pessoa está com o vírus assintomático e, logo após alguns dias, pode se manifestar após aplicação do imunizante. Um outro ponto é sobre pegar o vírus mesmo vacinado.

Por Gabriel Jesus

 

 

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