Servidores representados pelo Sindicato dos Trabalhadores Efetivos do Ministério Público de Sergipe (SINDSEMP) vieram a público repudiar uma suposta política remuneratória insatisfatória para a categoria e favorável aos que fazem parte do que eles chamam de “elite do serviço público brasileiro”.
Durante o programa Alerta 99, da rádio Fan FM, Izac Silva, que é o coordenador da secretaria geral do sindicato, forneceu um panorama sobre as mobilizações dos trabalhadores diante do que descreveu como uma falta de valorização por parte da Administração superior do MP.
“Desde o início da atual gestão, o Sindsemp vem negociando a recomposição das perdas salariais dos trabalhadores, desde o ano de 2019. Após algumas resistências, nesta semana será votada a proposta de um Projeto de Lei, que futuramente será levado à Assembleia Legislativa, para a revisão de vencimento dos servidores, um importe de 3% de revisão inflacionária, a partir de Janeiro do ano que vem”, explicou ele.
No entanto, segundo o coordenador, essa proposta está longe de conseguir recompor as perdas salariais dos servidores. Em suas palavras, a categoria já foi muito negativamente impactada com a inflação, que em 2020 foi de 5,45%, sem contar com a acumulada deste ano que já chega a 6,9%, com previsão de chegar a 8,69%. Ele afirma que a Administração do MPSE desconsidera totalmente a corrosão dos salários da categoria, com dois anos de atrasos da revisão e com a inflação em 2021 avançando.

Além dessa situação, Izac também menciona a aprovação de uma proposta para a criação da gratificação de acervo, benefício que aumentaria os salários de membros como Promotores e Procuradores de Justiça.
“O alto escalão da instituição terá um adicional de 15% aos seus subsídios, apesar desses membros já receberem altos salários e fazerem parte da elite do serviço público brasileiro. O que acontece é que a chefia prefere desvalorizar os trabalhadores efetivos e, infelizmente, privilegiar quem já é privilegiado em excesso”, finalizou.
A equipe de reportagem do Portal Fan F1 entrou em contato com o Ministério Público de Sergipe para buscar esclarecimentos, mas nenhuma resposta foi fornecida até a publicação desta matéria.




