Thiago de Joaldo pede desculpas por voto na PEC da Blindagem

O deputado federal Thiago de Joaldo (PP) usou as redes sociais, nesta sexta-feira (19), para se desculpar após ter votado favoravelmente à PEC da Blindagem, proposta que limita a abertura de processos criminais e prisões contra parlamentares.

Errei ao votar favoravelmente à PEC da Blindagem. Vergonha é insistir no erro; coragem é assumi-lo de frente e lutar para consertar”, afirmou o deputado em publicação.

Arrependimento público

Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Thiago reconheceu que a Câmara dos Deputados “errou na mão” ao aprovar a proposta. Ele explicou que sua intenção inicial era apoiar mecanismos de proteção contra o que considera perseguição judicial e criminalização da opinião, mas admitiu que o texto aprovado acabou extrapolando esse objetivo.

“A minha posição foi e continua sendo pela defesa de mecanismos contra perseguição judicial (…). Mas nesse caso é preciso reconhecer que a Câmara errou na mão e o remédio pode ter saído mais letal do que a enfermidade que se queria tratar”, disse.

Segundo o parlamentar, após o voto, ele passou a ouvir especialistas, colegas e principalmente a população, que, em sua maioria, se mostrou contrária ao conteúdo da PEC. “Como eu não tenho compromisso com o erro e nem dívidas com a justiça, reconheço que falhei, peço desculpas e trabalharei para corrigir”, completou.

Outros parlamentares também recuaram

Thiago de Joaldo não foi o único a mudar de posição após a repercussão negativa. Os deputados Pedro Campos (PSB-PE) e Sylvie Alves (União Brasil-GO) também se desculparam publicamente por terem apoiado a PEC.

O que diz a PEC da Blindagem

A Proposta de Emenda à Constituição foi aprovada em segundo turno na Câmara dos Deputados com 344 votos favoráveis e 133 contrários. O texto prevê que prisões em flagrante de parlamentares sejam restringidas e que a abertura de ações penais contra deputados e senadores dependa de autorização do Poder Legislativo.

De acordo com a proposta, o Congresso teria até 90 dias para analisar pedidos de prisão e abertura de processos criminais. Agora, a PEC segue para análise no Senado.

 

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