Sergipe tem mais de 326 mil pessoas sem vacina ou com esquema incompleto

Embora as vacinas estejam disponíveis há mais de um ano na rede pública de saúde, há quem ainda não tenha buscado a proteção contra a covid-19 ou quem esteja com o ciclo vacinal atrasado, o que também compromete a imunização contra o vírus.

Em Sergipe, levantamento obtido pelo F5News revela que existem mais de 326 mil pessoas em uma destas condições descritas acima. Com o recrudescimento da pandemia, são os imunizantes que têm garantido o controle de óbitos e internações.

Os dados tiveram como base os registros de vacinação feitos até a última semana pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Secretaria da Saúde de Aracaju (SMS).

Em Sergipe, há 85.087 pessoas com 18 anos ou mais que não receberam a D1 e são 27.379 entre 12 e 17 anos que não receberam a primeira dose. Embora representem menos de 15% do público-alvo, estas pessoas estão mais suscetíveis a desenvolver casos graves da doença.

Já em relação à segunda dose, de acordo com a SES, existem 213.719 pessoas aptas que ainda não procuraram os pontos de vacinação nos municípios onde residem. Desse total, são 151.149 pessoas com 18 anos e mais e 62.570 de 12 a 17 anos.

 

 

Na capital sergipana, a Secretaria contabiliza 97.473 pessoas que ainda não tomaram nenhuma dose de vacina, incluindo a população de 5 a 11 anos. Segundo a SMS, 329.746 pessoas estão aptas a tomar dose de reforço, das quais 163.372 já o fizeram, o que equivale a 49,54% de vacinados.

Uma análise divulgada pela SMS na semana passada revelou que mais da metade dos idosos internados por covid-19 na rede pública municipal estavam com a vacinação atrasada.

Pacientes que tomaram a segunda dose há mais de quatro meses, e ainda não tomaram a injeção de reforço, são considerados com o esquema vacinal incompleto. O mesmo vale para quem tomou a vacina de dose única (Janssen) há mais de dois meses e não tomou o reforço.

Especialistas reforçam que a vacina não é capaz de barrar completamente a infecção, mas previne casos graves e mortes.

Diante do avanço acelerado da variante Ômicron, que começa a pressionar hospitais públicos e privados, a recomendação é que as pessoas procurem a dose de reforço.

“A população não pode deixar de buscar sua dose de reforço, pois já temos estudos comprovando sua importância, principalmente numa fase de transmissão da variante ômicron e aumento nos casos de síndromes gripais, o que resulta na alta procura por atendimento nas unidades de saúde”, destaca a secretária da Saúde de Aracaju, Waneska Barboza.

Estudos já mostraram que os imunizantes da Pfizer e da AstraZeneca, por exemplo, têm perda de eficácia contra a nova variante, mas mantêm significativo grau de proteção quando foram tomadas as três doses do produto.

https://www.f5news.com.br/cotidiano/sergipe-tem-mais-de-326-mil-pessoas-sem-vacina-ou-com-esquema-incompleto.html

 

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