Sergipe: número de crianças contaminadas pela Covid-19 já ultrapassa cinco mil casos

De acordo com os dados liberados pelo Boletim Epidemiológico, divulgado diariamente pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), já são quase seis mil casos de Covid-19 entre crianças e adolescentes em Sergipe. Entram nessa estatística crianças com idade menor de um ano até os adolescentes de 14 anos. O número de óbitos nesse mesmo grupo etário chegou a triste marca de 36 vítimas.

As crianças de cinco aos 14 anos concentram o maior número de casos, já são 4.021 infectados pela doença. Logo depois, o grupo de menores de idade de um a quatro anos com 1.727 casos e as crianças com menos de um ano totalizam 133 casos de Covid-19. Dentre os óbitos confirmados, as crianças com menos de um ano são maioria, são 21 mortes em decorrência da doença em Sergipe.

Os dados são alarmantes, especialmente no cenário de superlotação e das denúncias em relação a situação da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes em Aracaju (MNSL). Atualmente, a taxa de ocupação da MNSL é de 100%, já na rede privada, dos 17 leitos disponíveis, oito estão ocupados.

De acordo com a Sociedade brasileira de pediatria (SBP), pesquisas internacionais indicaram que a grande maioria das crianças costuma ser contaminada por algum parente ou familiar já infectado. E mesmo com as crianças sendo consideradas menos vulneráveis que os adultos, elas podem apresentar complicações, levando a doenças mais graves como a Síndrome inflamatória multissistêmica.

A síndrome, geralmente manifestada após uma infecção pelo vírus, pode causar lesões de pele e inflamação em órgãos vitais podendo ocasionar o óbito. De acordo com a SES, é preciso que pais e responsáveis estejam alertas para alguns sinais e sintomas que exigem atendimento médico imediato que são: febre em bebês menores de três meses que não passa com antitérmico, retorna em menos de seis horas e permanece até o terceiro dia; hipotermia, que pode ser observada em, criança com a pele fria; alteração do estado geral da criança, com prostração, sono além do normal e sem interação com a família.

De acordo com o pediatra Ricardo Gurgel, os cuidados das crianças devem ser o mesmos dos adultos, utilizando a prevenção a partir do isolamento e do distanciamento social. Isso quer dizer que pais e responsáveis devem manter as crianças em casa, evitar que elas tenham contato com pessoas doentes ou suspeitas de Covid-19, mantê-las em um distanciamento de dois metros das outras pessoas quando for necessário sair de casa, usar máscaras em maiores de dois anos de idade, ensiná-las a lavar bem as mãos e a utilizar lenço descartável em caso de sintomas gripais.

“Felizmente a Covid-19 vem sendo mais branda para crianças do que para adultos e idosos. Mas existem sempre crianças que possuem fatores de risco. É fundamental que elas sejam orientadas a seguir os cuidados contra a doença. Já os recém-nascidos, filhos de mães que estão com Covid-19 na hora do parto, devem receber uma maior atenção, especialmente no momento da amamentação” explicou Ricardo.

Foto: Pixabay

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