O novo ciclo de investimentos em energia mostra que grandes empreendimentos escolhem estados que combinam liderança, equilíbrio fiscal, infraestrutura, segurança e capacidade de preparar sua gente para o futuro.
Há investimentos que não representam apenas a chegada de um novo empreendimento. Representam a confirmação de que um Estado entrou, de forma madura e definitiva, na rota dos grandes projetos nacionais.
É assim que vejo o novo movimento da Eneva em Sergipe. O que está em curso não é apenas a expansão de um ativo energético. É a materialização de uma estratégia de desenvolvimento construída com planejamento, responsabilidade e visão de futuro.
A Eneva saiu do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 com um resultado expressivo: contratou 5,06 gigawatts de potência, ampliou seu portfólio para mais de 10 GW e abriu um novo ciclo de crescimento da companhia.
Esse leilão foi estruturado para garantir segurança energética ao sistema elétrico nacional, contratando capacidade de geração de usinas que possam operar em momentos críticos de alta demanda ou de redução de oferta de outras fontes.
Para a Eneva, o resultado foi decisivo porque assegurou contratos de longo prazo para empreendimentos existentes e, no caso dos novos projetos, contratos de 15 anos, o que dá sustentação econômica para a implantação de novos ativos.
Dentro desse contexto, Sergipe ocupa posição central. No conjunto dos projetos vencedores da empresa, o Hub Sergipe passa a ser formado pela já existente UTE Porto de Sergipe I, pelo terminal de GNL já instalado no Estado e por três novos empreendimentos: UTE Porto de Sergipe II, UTE Porto de Sergipe III e UTE Porto de Sergipe.
O compromisso firmado para esse hub é de venda de 1.244,8 MW de potência por 15 anos, com receita fixa anual superior a R$ 3,18 bilhões. Isso mostra que não estamos diante de um investimento periférico no portfólio da empresa. Sergipe tornou-se peça estratégica de um arranjo nacional de geração termelétrica e infraestrutura de gás natural.
Além disso, os projetos vencedores da Eneva envolvem investimentos totais de R$ 18,2 bilhões. No recorte apresentado para a expansão do Hub Sergipe, fala-se em uma nova térmica movida a gás natural, com capacidade de cerca de 1,2 GW de geração, investimento aproximado de R$ 7 bilhões, operação prevista para 2028, quase de 3 mil vagas de trabalho durante o período de obras e mais de 100 empregos na fase de operação, além de mais de R$ 5 milhões em ações e projetos sociais.
São números que, por si só, já mostram a dimensão do que está sendo implantado. Mas, para além deles, o que mais importa é compreender o efeito multiplicador que esse investimento pode produzir sobre toda a economia sergipana.
É impossível analisar esse processo sem reconhecer o papel do governador Fábio Mitidieri. Um investimento dessa magnitude não chega por simpatia, por poder de olhos verdes e nem por acaso. Ele chega quando o investidor encontra ambiente institucional confiável, contas públicas equilibradas, segurança jurídica, capacidade de interlocução e um governo que sabe aonde quer chegar.
O governador Fábio Mitidieri teve a capacidade de conduzir Sergipe para esse lugar: o lugar de um Estado que inspira confiança, que organiza seus ativos econômicos e que consegue dialogar com o setor privado a partir de uma agenda concreta de desenvolvimento.
Isso faz diferença porque grandes empresas não observam apenas o ativo principal. Elas analisam o entorno. Querem saber se o Estado tem estabilidade, se possui infraestrutura, se há segurança pública, se existe racionalidade regulatória, se o território está preparado para crescer e se o governo tem capacidade real de acompanhar um projeto estruturante.
Quando todas essas condições se somam, o investimento deixa de enxergar apenas uma oportunidade pontual e passa a ver um ecossistema favorável. Sergipe hoje oferece justamente esse ecossistema.
O Estado já abriga a UTE Porto de Sergipe I, um ativo relevante da matriz energética nacional, além do terminal privado de GNL e da integração desse terminal à malha nacional de transporte de gás inaugurada em 2024. Essa infraestrutura não é um detalhe. Ela é uma vantagem competitiva concreta.
O terminal de GNL instalado em Sergipe tem capacidade de regaseificação e injeção de grandes volumes de gás natural na rede de transporte. O gasoduto que interliga o terminal à malha nacional foi concluído em parceria com a TAG, possui 25 quilômetros de extensão, capacidade de movimentação de 14 milhões de metros cúbicos de gás por dia e investimento da ordem de R$ 350 milhões.
Em outras palavras: Sergipe já não parte do zero. Ele já dispõe de uma base energética instalada que reduz custos, aumenta eficiência e potencializa novas expansões. Esse ponto é decisivo para entender o impacto futuro do investimento.
Quando a Eneva amplia a geração termelétrica integrada ao terminal de GNL, ela não está apenas construindo uma nova usina. Está maximizando a eficiência de uma infraestrutura já existente, otimizando a logística de suprimento e ampliando a escala operacional do hub.
Equipe da Eneva, à esquerda, com o governador Fábio Mitidieri, e equipe do Governo, em fevereiro deste anoIsso fortalece o setor energético e, ao mesmo tempo, abre caminho para novas possibilidades de negócios associadas à disponibilidade competitiva de gás natural. E aqui Sergipe tem uma oportunidade histórica. O Estado vem se consolidando como nova fronteira do gás natural no Brasil.
A expectativa de grande disponibilidade de gás nos próximos anos cria um ambiente muito favorável para atrair empreendimentos intensivos nesse energético, como termoelétricas, indústrias de fertilizantes, vidro, cerâmica e petroquímica.
Com gás mais acessível, custos logísticos menores, incentivos fiscais e infraestrutura em consolidação, Sergipe ganha musculatura para não apenas receber investimentos em geração de energia, mas também para adensar cadeias industriais e produtivas que podem transformar sua base econômica.
É nesse sentido que o investimento da Eneva precisa ser lido: como obra estruturante e, ao mesmo tempo, como investimento âncora. Ele gera emprego na construção, trabalho especializado na operação, demanda por fornecedores, serviços de apoio, transporte, manutenção, alimentação, hospedagem, comércio e toda uma rede de atividades econômicas associadas.
Mas seu efeito maior é o de sinalização. Um investimento dessa escala diz ao mercado que Sergipe está pronto. Diz que existe infraestrutura energética, disponibilidade de gás, logística em expansão e um governo capaz de sustentar um ambiente competitivo. E quando o mercado percebe isso, outros negócios passam a olhar para o estado com mais atenção.
Por isso, obras públicas estruturantes realizadas ou em curso pelo Governo do Estado são parte dessa mesma narrativa. A nova ponte Aracaju–Barra dos Coqueiros e a duplicação de rodovias na Barra dos Coqueiros – em direção a Pirambu e à Praia da Costa – não são apenas intervenções de mobilidade.
Elas ampliam a integração econômica, valorizam áreas estratégicas, reduzem gargalos e preparam o território para absorver novos fluxos produtivos. A Barra dos Coqueiros, em especial, ganha centralidade cada vez maior nesse novo desenho do desenvolvimento sergipano. A presença de ativos energéticos, a conexão com a capital, a proximidade do terminal marítimo e a melhoria da infraestrutura viária tornam a região um dos pontos mais promissores de atração de empreendimentos em Sergipe.
Também não se pode subestimar a importância da segurança pública nesse processo. Um estado seguro protege vidas, patrimônio, circulação de mercadorias, operações empresariais e a própria imagem institucional do território. Segurança pública é, sim, política social, mas é também ativo econômico. Ela reduz risco, amplia confiança e melhora o ambiente de negócios. Investidor nenhum ignora esse fator quando decide mobilizar bilhões em um projeto de longo prazo.
Da mesma forma, é fundamental entender que desenvolvimento real não termina na assinatura do contrato de investimento. Ele precisa chegar às pessoas. E isso exige qualificação profissional, intermediação de mão de obra e políticas de inclusão produtiva. Não basta atrair uma obra bilionária; é preciso garantir que o povo sergipano tenha condições de disputar e ocupar as vagas que surgem a partir dela.
Esse é o sentido mais profundo da agenda de qualificação profissionalizante e da importância de ferramentas como o Go Sergipe, que aproximam o trabalhador da vaga, modernizam a intermediação de mão de obra e ajudam a transformar crescimento econômico em oportunidade concreta.
Quando o estado articula atração de investimentos, infraestrutura, segurança jurídica, segurança pública, qualificação profissional e conexão com o mercado de trabalho, ele deixa de atuar por partes e passa a governar com visão sistêmica. E, para mim, essa é a chave para entender o momento que Sergipe vive.
O investimento da Eneva não é um fato isolado. Ele é resultado de uma lógica de governo bem planejada, focada em gerar desenvolvimento, atrair investimentos, ampliar a competitividade do estado, criar emprego e renda e reduzir desigualdades.
O que está sendo construído agora vai muito além de uma obra física. Está sendo consolidado um novo patamar para Sergipe. Um estado pequeno em território, mas cada vez maior em capacidade de organizar seus ativos, dialogar com os setores produtivos, oferecer segurança ao investimento e preparar seu povo para participar dos frutos desse crescimento. Sob a liderança do governador Fábio Mitidieri, Sergipe mostra que desenvolvimento não se improvisa. Desenvolvimento se planeja, se constrói e se entrega.
https://jlpolitica.com.br/articulista/jorge-teles/sergipe-eneva-e-a-forca-de-um-desenvolvimento-que-foi-planejado



