A variante Delta, cepa indiana do novo coronavírus, já circula no Brasil desde meados de junho deste ano. Apesar de se apresentar de maneira tímida, a chegada da nova variante é motivo de preocupação para o país, que já ultrapassa 545 mil mortes em decorrência da doença. No entanto, em Sergipe, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), até o momento não existem casos suspeitos de infecção pela nova cepa em investigação.
Nesta quinta-feira (22), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que o órgão está monitorando a variante e disse ainda que é necessário haver um isolamento desses casos, ao mesmo tempo em que se avança no processo de vacinação em massa da população. Estudos indicam que os imunizantes contra a covid-19 utilizados no país oferecem proteção à cepa, ainda que em menor grau.
Em Sergipe, a SES informa que o acompanhamento de novas variantes vem sendo realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). “O Estado, através do Lacen, realiza desde o início da pandemia vigilância laboratorial com envio de amostras mensais à Fiocruz, para identificação de novas variantes em circulação no estado”, disse a Comunicação do órgão.

“O monitoramento não é nada diferente do que se fez desde o princípio. A vigilância genômica é o que permite diagnosticar qualquer variante, não somente a Delta. Já temos alguns casos identificados aqui no Brasil e o que precisamos fazer é isolar, não só aqueles que têm a variante Delta, mas que tenham outras formas do vírus, e avançar a campanha de vacinação”, disse o ministro Queiroga à Agência Brasil.
A variante indiana já chegou a cerca de 90 países. No Brasil mais de 100 pessoas foram infectadas com a nova cepa. Um estudo realizado por pesquisadores ligados à Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a variante Delta é a mais constagiosa entre todas as cepas já sequenciadas. Além disso, uma pesquisa que teve participação de cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sugere que a variante Delta tem potencial maior de causar reinfecções e novos quadros de covid-19 em pessoas que tinham se curado da doença.
Com informações da Agência Brasil*
Edição de texto: Monica Pinto




