Sergipe ainda não recuperou empregos perdidos durante crise da pandemia

As dificuldades de recuperação dos postos de trabalho no mercado sergipano ainda são visíveis, conforme atestam os números divulgados pelo Ministério da Economia, com base nos meses decorrentes de fevereiro de 2020 a fevereiro de 2021. No ano passado, o fechamento das atividades econômicas provocou a perda de mais de 15 mil postos de trabalho, entre fevereiro e julho, com a crise provocada pela pandemia de Covid-19 sendo o agravador do número de demissões no estado.

Desde o mês de agosto, segundo as informações do Caged, Sergipe aponta crescimento de empregos, sempre com saldo positivo em postos de trabalho. Contudo, mesmo com sete meses seguidos de elevação nos empregos com carteira assinada, ainda faltam 2.103 novas contatações para equilibrar a balança do trabalho no estado. Foram 15.781 pessoas desempregadas, com a recuperação de 13.678 contratações nos decorrer dos últimos 12 meses.

Com o agravamento da pandemia, o cenário é incerto quanto às contratações e reinserções no mercado de trabalho nos próximos meses. “Não só para contratação, a incerteza para os próprios negócios. Não há segurança para investir; hoje o termo é sobreviver”, disse ao F5 News o economista Idalino Souza. “Com o nível de desemprego aumentando, haverá redução de moedas circulando, o que não é interessante para a economia como um todo. Ademais, o custo de desempregar é maior que o de empregar”, completa ele, em relação ao atual quadro, cuja instabilidade leva empresas que tinham intenção de contratar a rever seus planos, para evitar demissões.

Segundo informações do Observatório de Sergipe, na análise dos últimos 12 meses, em consequência das significativas extinções de postos de trabalho ocorridas no início do ano passado, Sergipe acumulou 2.103 vagas perdidas. Serviços (-3.455) e Construção (-1.888) foram os setores que contribuíram para esse resultado. No que concerne ao acumulado do ano, de janeiro a fevereiro, o mercado de trabalho sergipano gerou 842 empregos. Dos cinco setores observados, apenas a indústria (-830) pontuou saldo negativo. O Comércio (+682) lidera com o maior ganho, seguido por Construção (+469), Serviços (+467) e Agropecuária (+54).

O resultado positivo do comércio foi impulsionado, sobretudo, pelo comércio varejista (+372). Na Construção, os ganhos se deram na construção de edifícios (+400) e serviços especializados para construção (+145). Já no setor de Serviços, os destaques foram ‘alojamento e alimentação’ (+389) e atividades profissionais, científicas e técnicas’ (+207). Com relação ao setor industrial, o saldo negativo foi puxado, principalmente, pela transformação (-793), mais especificamente as atividades de ‘fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis’ (-789), ‘fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias’ (-403) e ‘fabricação de produtos alimentícios’ (-224).

Edição de texto: Monica Pinto

 

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