A preservação ambiental é essencial para o desenvolvimento urbano sustentável e para a construção de uma cidade inteligente. No entanto, em casos específicos, a supressão de árvores torna-se uma medida necessária e responsável para o equilíbrio ambiental. Para esclarecer esse tema, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) explica em quais situações essa ação é permitida.
A supressão arbórea é uma prática prevista dentro do manejo da arborização urbana, e só é realizada quando estritamente necessária. Entre os principais motivos para esse tipo de intervenção estão o risco de queda, comprometimento estrutural da árvore, interferência em redes (elétricas, hidráulicas e de telecomunicações), além de obras de mobilidade urbana e requalificação de espaços públicos. Em qualquer uma dessas situações, é obrigatória a autorização da Sema para que a supressão ocorra.
Um exemplo recente é o caso da Avenida Francisco Moreira, na altura da Rua Abigail Ramos de Araújo, onde laudos técnicos identificaram 44 árvores com comprometimentos estruturais. A presença dessas árvores interfere diretamente na rotina dos moradores e em alguns trechos o crescimento desordenado das raízes tem danificado o pavimento e estruturas próximas, oferecendo riscos à circulação de pedestres e veículos.
“Tivemos casos de quedas de árvores durante as chuvas de abril e maio. Felizmente, não houve vítimas fatais, mas ocorreram transtornos como falta de energia e o risco real de árvores caírem sobre residências”, explica Emanuela Carla, analista ambiental da Sema.
Diante desse cenário, a atividade de supressão foi autorizada visando à segurança da população. Ainda segundo Emanuela, a supressão também pode representar um cuidado com o meio ambiente e com a comunidade. “É melhor retirar uma espécie exótica — como a maioria das encontradas na Francisco Moreira — que está causando danos e não atrai fauna, e substituí-la por uma espécie nativa, bem manejada, com espaçamento adequado e sem causar prejuízos às edificações”, reforça.
Cabe ressaltar que toda ação de supressão é acompanhada por compensação ambiental, conforme estabelece a legislação vigente. No caso da Avenida Francisco Moreira, essa compensação já está sendo realizada por meio do Horto Municipal em praças e espaços mais apropriados no bairro Luzia, com o plantio de 88 novas mudas nativas.




