Em uma iniciativa que reforça o diálogo contínuo com a cadeia produtiva da cultura, a Secretaria Especial da Cultura de Sergipe (Secult) se reuniu com representantes do Fórum Permanente do Audiovisual de Sergipe para dialogar sobre os próximos passos em relação aos arranjos regionais e às estratégias de fortalecimento do setor audiovisual no estado.
A reunião representou a continuidade de uma escuta iniciada em encontro anterior com o Fórum. Desta vez, os representantes do setor trouxeram um Panorama do Audiovisual Sergipano, com propostas concretas de categorização de demandas, estimativas de valores e prioridades para o desenvolvimento sustentável do audiovisual regional.
Participaram da reunião os secretários especial e executivo da Secult-SE Valadares Filho e Irineu Fontes, respectivamente, e a diretora de Cultura Celiene Lima, assim como os membros da Comissão de Planejamento do Fórum, Lu Silva e João Brazil e integrantes da Comissão de Divulgação, Gabriela Caldas e Jéssica Lima.
Segundo o secretário Valadares Filho, “A construção de políticas públicas eficazes passa pelo diálogo com quem vive e movimenta a cultura todos os dias. O Fórum do Audiovisual tem sido um parceiro estratégico nesse processo, trazendo contribuições consistentes, escuta ativa e compromisso com o desenvolvimento do setor. Para nós, da Secult, representando o Governo de Sergipe na cultura, é fundamental garantir que as políticas cheguem de forma estruturada, inclusiva e coerente com as realidades locais”.
Para a integrante do Fórum Lu Silva, a reunião trouxe novas oportunidades para a discussão do setor no estado. “Foi extremamente positivo. A gente já tinha tido uma primeira reunião para falar sobre o que eram os arranjos regionais, e agora trouxemos uma proposta sobre quais seriam essas demandas, separadas por categorias, com valores mínimos necessários para avançarmos no crescimento do setor”, destacou.
Um dos pontos de destaque na fala dos representantes do Fórum foi a capacidade técnica instalada em Sergipe. O estado abriga uma graduação em Cinema e Audiovisual, além de um mestrado interdisciplinar na área, o que confere ao estado um diferencial no Nordeste.
“Isso permite que a gente tenha mão de obra qualificada, que pense o cinema tanto na teoria quanto na prática. Também temos cursos de qualificação que vieram com a Lei Paulo Gustavo, que ajudam a aprimorar a inserção no mercado, não só local, mas também nacional”, acrescentou Lu Silva.
“A expectativa é que a gente consiga cada vez mais desenvolver o audiovisual aqui, fazendo um investimento que o setor merece, no sentido de valores, para poder desenvolver longas, festivais. A gente consegue, assim, levar o mercado do audiovisual do Sergipe nacionalmente”, afirmou João Brazil.



