No município de Salgado, a vacinação contra a Covid-19 ainda está na primeira fase. Das 242 doses enviadas pela Secretaria de Estado da Saúde, 160 já foram aplicadas.
Nesta primeira fase, ficou estabelecido em Sergipe, com base no Plano Nacional de Imunização, que os grupos prioritários para vacinação são idosos em lares de longa permanência, profissionais de saúde que estejam na linha de frente no combate contra a Covid e indígenas aldeados. No município de Salgado, farmacêuticos que atuam em farmácias particulares e até funcionários de funerárias já receberam a primeira dose da vacina.
Em entrevista ao Jornal da Fan, na manhã desta terça-feira, a secretária de Saúde de Salgado, Fernanda Lima, disse que o município permanece na primeira fase e que não há irregularidade na vacinação dos farmacêuticos.
“O município tem seguido todos os protocolos. Não temos idosos em lares de longa permanecia. Quase todos os nossos profissionais de saúde foram vacinados. Só não foram aqueles que se recusaram e aqueles que estão doentes. Por conta disto, recebemos autorização do Estado para ampliar a vacinação para outros profissionais de saúde”, afirmou a secretária.

Também em entrevista ao Jornal da Fan, o vice-presidente do Conselho Estadual de Saúde de Sergipe, Eduardo Ramos, criticou a forma como a vacinação está sendo conduzida em Salgado.
“É uma aberração”, disse ele. Eduardo Ramos ainda disse que o conselho tem recebido diversas denúncias de irregularidades na vacinação em todo estado, principalmente em municípios do Baixo São Francisco, pelo menos 16.

O diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio, afirmou que aparentemente não há irregularidades na aplicação de vacinas para os profissionais de saúde que atuam no município além de outros profissionais que atuam em situações de risco de contrair a doença.
“A gente sempre pede muita atenção dos secretários de saúde para que identifiquem primeiro os serviços essenciais, mas após toda a equipe essencial ser vacinada, outros profissionais como os que trabalham em funerárias, podem receber a vacina, mas isso depende do porte do município. Nem todos vão conseguir vacinar todos os profissionais”, afirmou.




