Redução de R$ 32 milhões no orçamento da UFS ameaça áreas de pesquisa e extensão

O orçamento para manutenção da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e todas as suas atividades, em 2021, está com impacto negativo de R$ 32 milhões, segundo informou a própria instituição.

De acordo com nota divulgada pela reitoria da universidade, o Governo Federal anunciou redução de 17,9% no orçamento da UFS (aproximadamente 20 milhões), e instituição lida ainda com um bloqueio de 13,8% dos recursos aprovados via Lei Orçamentária de 2021, totalizando menos R$ 32 milhões no orçamento deste ano, se comparado ao praticado em 2020.

A baixa no orçamento impacta diretamente nos 114 cursos de graduação e 75 de pós-graduação, que contemplam aproximadamente 30 mil alunos, distribuídos em 13 mil turmas de graduação e 58 programas de pós-graduação. “Caso não haja reversão do quadro orçamentário das universidades, a UFS terá que realizar alguns ajustes em seu funcionamento que poderá gerar impactos negativos nas ações de ensino, pesquisa e extensão, e no planejamento da retomada das atividades acadêmicas presenciais”, informou a nota da reitoria.

De acordo com a UFS, os cortes mais significativos afetam as ações de graduação, pós-graduação, ensino e pesquisa, com corte de 42,31%; educação básica, com redução de 45,34%; e na rubrica de reestruturação e modernização das instalações, com corte de 46,38%. Trata-se de importantes recursos para a manutenção de serviços essenciais como limpeza, energia elétrica, vigilância, bem como aquisição de equipamentos e realização de obras de infraestrutura.

A Universidade disse que, por enquanto, manterá o funcionamento das suas atividades, mas que se não houver a liberação dos recursos bloqueados e reversão do cenário de desinvestimento, os serviços poderão ser afetados.

Além da UFS, outras universidades pelo País foram afetadas com os cortes promovidos pelo Governo Federal. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por exemplo, chegou a comunicar que suspenderia as atividades em julho, mas, com a recomposição de parte dos recursos bloqueados, afirmou que vai manter as atividades até setembro e aguardar novas verbas.

 

 

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