O turismo segue como um dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. A rede hoteleira tem registrado cancelamentos diariamente, conforme aponta o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Sergipe (ABIH-SE), Antônio Carlos Sobrinho. Em 2021 a crise se tornou ainda mais grave, com hotéis e pousadas registrando as menores taxas de ocupação da história, e o mesmo deverá acontecer no feriado de Páscoa, comemorado na próxima semana.
O governo de Sergipe tem adotado novas medidas restritivas desde o início do mês de março, como uma forma de diminuir a pressão no sistema de saúde e frear a contaminação pela covid-19. O toque de recolher foi estendido para até o dia 30, começando mais cedo aos finais de semana, a partir das 18h. “Diante das restrições de circulação, os decretos governamentais, e principalmente pelo aumento de número de casos, estamos vendo o número de turistas, tanto corporativos, quanto turistas de lazer caindo drasticamente. O número de cancelamentos é diário”, aponta o presidente da ABIH.
A associação ainda não tem como informar a taxa de ocupação para o feriado de Páscoa na rede hoteleira em Sergipe, mas prevê que deverá ser uma das mais baixas da história. Em tempos normais, durante a Semana Santa o setor hoteleiro garantia as vendas e registrava taxa de ocupação dos leitos acima de 80%.
“A nossa única esperança é a vacina. Esperamos que os governos tanto federal, estadual e municipais, acelerem a vacinação, porque essa é a única saída para o setor de turismo voltar a crescer”, diz Antônio Carlos Sobrinho.
As orientações médicas e sanitárias para este momento pandêmico, em que os casos continuam aumentando em todo o país, é de que a população permaneça em casa o máximo de tempo possível. A médica infectologista Mariela Cometki chama atenção para os riscos de toda e qualquer movimentação hospitalar durante este período. Segundo ela, os leitos de UTI e enfermaria estão comprometidos para covid-19 e também para outras doenças.
“As outras doenças não deixaram de existir. Quando a gente diz que o ir e vir é perigoso para a transmissão da covid, também é perigoso para pessoas que sofrem um acidente de trânsito, ou para quem tem um entorse de tornozelo, e qualquer trauma de outros tipos de acontecimentos que necessitaria procurar atendimento médico neste momento. A saturação dos serviços de saúde faz com que a gente diminua essa movimentação e se resguarde”, ressalta.
Cometki também orienta hotéis e pousadas a realizarem o máximo de refeições dentro dos apartamentos, e que evitem aglomerações em espaços comuns, além de conduzir hóspedes a utilizarem o elevador uma vez por cada apartamento, evitando assim o compartilhamento por pessoas de várias famílias.
“É importante lembrar que, por mais que haja filtros eficientes em aeronaves, no período em que se passa dentro dos aeroportos há chance de aglomerações. Então, se puder optar por usar o carro próprio, é o ideal. Mas a orientação segue sendo que as pessoas permaneçam em casa o máximo de tempo possível, para minimizar qualquer risco de acontecimentos diversos, e também para minimizar a transmissão da covid-19”, reforça a infectologista.
Edição de texto: Monica Pinto





