O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou nesta segunda-feira (29) uma petição à Mesa Diretora e à presidência do Conselho de Ética, pedindo o afastamento do relator do processo que pode levar à cassação do mandato do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O argumento do PT é que o deputado Delegado Marcelo Freitas (União-MG) não tem condições mínimas de imparcialidade para conduzir o caso envolvendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos desde fevereiro e tem articulado sanções contra o Brasil.
No pedido, a liderança petista cita que o relator já se referiu a Eduardo Bolsonaro como “amigo” em vídeo público e declarou fidelidade incondicional ao ex-presidente.
O PT ainda apresenta como argumentos o fato de o relator ter defendido a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e de ter classificado a condenação de envolvidos nos atos como “uma vergonha” para o Judiciário.
“Por todas essas razões, é imperioso o afastamento imediato do relator designado e a escolha de novo nome dentre os sorteados, sob pena de transformar o Conselho de Ética em instância de blindagem política e desacreditar a própria Câmara dos Deputados perante a sociedade brasileira”, cita o pedido.
O líder do PT reivindica que o relator seja substituído por outro deputado entre os nomes sorteados para garantir “imparcialidade e isenção”. Os outros dois parlamentares são Paulo Lemos (PSOL-AP) e Duda Salabert (PDT-MG).
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