Projeto que regulamenta ICMS evitará perdas de R$ 150 milhões para SE

A aprovação pelo Senado ao Projeto de Lei Complementar PLP 32/21, que regulamenta a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), foi positiva para o Estado de Sergipe, conforme aponta o secretário da Fazenda, Marco Antônio Queiroz. Segundo ele, caso a lei tivesse sido rejeitada, as perdas para Sergipe seriam da ordem de R$ 150 milhões.

O projeto prevê a regulamentação da cobrança do ICMS sobre vendas de produtos e prestação de serviços ao consumidor final localizados em outros estados, uma proposta que altera a Lei Kandir, de 1996. O objetivo é evitar falta de regulamentação a partir de 2022 diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou institucionais várias cláusulas do Convênio 93/15, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne todos os secretários estaduais de Fazenda.

Esse convênio regulamentou o pagamento do ICMS nas operações interestaduais de bens e serviços segundo as regras da Emenda Constitucional 87/15, mas o STF entendeu que é necessária lei complementar para disciplinar, em âmbito nacional, a cobrança do diferencial de alíquota do ICMS exigida pelos estados.

Projeto que regulamenta ICMS evitará perdas de R$ 150 milhões para SE

“Isso foi um acordo que os Estados fizeram em 2015 no âmbito do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Teve um convênio, mas as empresas questionaram, e a tese é que precisa dessa lei complementar que está sendo aprovada no Congresso agora, e que precisa ser sancionada. A luta agora é para a sanção, porque, do contrário, as perdas serão grandes”, diz o secretário Marco Antônio Queiroz.

“Inclusive tem apoio de entidades empresariais, porque se o e-commerce tiver uma alíquota de ICMS mais convidativa do que a alíquota paga para uma empresa em ponto físico, isso vai servir para tornar a concorrência em desfavor das lojas físicas”, completa.

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