Profissionais de rádio em SE lamentam morte do técnico de áudio Barretinho

O técnico de áudio José Costa Barreto, mais conhecido como Barretinho, faleceu nesta quinta-feira (1º), aos 71 anos, vítima de insuficiência respiratória causada por complicações da covid-19. Com passagem por diversas emissoras de TV e rádio, Barretinho deixa saudades e um legado na profissão, como um dos mais competentes da área.

 

 

Ele era funcionário público da TV Aperipê há cerca de 30 anos. Por ele, passaram inúmeros estagiários e por isso, de acordo com o presidente do Sindicato dos Radialistas, Alex Carvalho, foi considerado um professor para vários radialistas.

“O Sindicato recebeu a notícia com muito pesar. Barretinho foi um professor para muitos, um dos melhores profissionais de áudio do Estado de Sergipe”, pontuou Alex.

José Costa Barreto também trabalhou na TV Atalaia, na antiga Rádio Liberdade, na Rádio Jornal, na Rádio Ouro Negro de Carmópolis, e na Rádio da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Também passou pela equipe desportiva de Carlos Magalhães e cobriu, ao vivo, a Copa do Mundo da Itália.

Quem conviveu com Barretinho diz, com muita certeza, que ele era o melhor na atuação como técnico de áudio de Sergipe. A radialista e professora Juliana Almeida afirma que esta quinta-feira (1º) é um dia muito triste.

“O rádio sergipano, sem nenhum tipo de exagero, perde um dos seus maiores representantes. Só quem conviveu com ele sabe a verdade dessas palavras. Minha convivência com Barreto é de décadas. Eu o conheci quando ainda estagiava na Aperipê na década de 90, e reconheci naquele homem tão abnegado e apaixonado pelo rádio, que fazia tudo com tanta qualidade, um grande exemplo. E quando eu fui coordenadora de programação da Rádio UFS, a primeira oportunidade que tivemos para contratar um editor de áudio, não pensamos duas vezes em trazer Barreto. Foi uma experiência profunda, de dignidade, de cuidado, com a nossa rádio, a dedicação dele aos alunos também, e além de ser uma figura singular, porque já tinha uma longa carreira no rádio”, conta Juliana.

Assim como a professora, o jornalista Márcio Rocha também considera Barretinho um dos maiores profissionais da história do Rádio em Sergipe. “Ele era um grande amigo. Me ajudou muito quando comecei, no ano de 1999. Sábio, compartilhador de conhecimento e profundo conhecedor das clivagens que formam o rádio enquanto instrumento de entretenimento e ciência de comunicação. Tive a oportunidade de iniciar a carreira com alguns grandes nomes na Rádio Aperipê e Barretinho era um deles. O rádio sergipano perde um dos seus maiores profissionais nesse triste dia”, lamenta.

A Associação dos Cronistas Desportivos de Sergipe (ACDS) emitiu uma nota de pesar, onde manifesta profundo sentimento pelo falecimento do radialista. “Barretinho, como era carinhosamente conhecido, iniciou a carreira como operador de áudio em 1968 na antiga Rádio Difusora. Respeitosamente, a ACDS decreta luto oficial, presta solidariedade à família enlutada e se coloca à disposição”, disse a Associação em nota.

O velório de Barretinho está acontecendo na funerária PIAF e o enterro será realizado por volta das 16h desta quinta-feira (1º) no cemitério Colina da Saudade.

Edição de texto: Monica Pinto

 

 

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