Nesta sexta-feira, 4, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol/Sergipe), Adriano Bandeira, fez uma rápida participação durante entrevista com o líder do Governo na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), Zezinho Sobral (Podemos).
Nessa interferência, o representante dos policiais civis afirmou que o recente e polêmico projeto enviado pelo Governo do Estado à Alese, não deve trazer prejuízos à categoria dos policiais.
“Eu avisei aos servidores policiais civis que não vejo nenhum prejuízo para os servidores policiais civis neste projeto da forma como está. O sindicato vai participar de todas as discussões para que fique tudo muito claro. A abertura das discussões com as representações é muito importante”, pontuou Bandeira.
O presidente do Sinpol segue a mesma linha de pensamento e defendida pelo líder do governo, o deputado estadual Zezinho Sobral, que garante que a intenção do governo não é prejudicar os servidores.
“Quero tranquilizar a todos e dizer que não é a verdade a questão de que o projeto irá prejudicar o servidor. O que existe é um projeto de lei que retira benefício de uma lei e transfere o benefício da lei 113 para outra lei. A gente continua tendo reunião, na segunda-feira teremos outra reunião, para que não reste dúvida, para ele saber que o governo mandou um projeto que não vai prejudicar o servidor. Está bem definindo e bem claro”, pontuou o deputado.
Questionado sobre um possível prejuízo aos servidores inativos, Zezinho também garantiu que não existe essa possibilidade no projeto. “Não existe esse conteúdo no projeto. O que está se tratando é que alguns benefícios, a exemplo do salário família, está saindo de uma lei para outra. Não há retirada de direito para professor aposentado, tudo o que ele está tendo vai continuar. Estou assegurando isso”, garantiu o deputado durante a entrevista ao radialista George Magalhães.
Em contrapartida, o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica em Sergipe (Sintese), Roberto Silva, vê com preocupação o ponto que discorre sobre a paridade para servidores inativos.
“Nós não temos essa tranquilidade que o deputado Zezinho está trazendo. Nós estamos preocupados. Esse projeto de lei que está tramitando na Assembleia Legislativa acaba com a paridade. A Constituição Federal garante a paridade, mas a lei estadual extingue a paridade. Pode o atual governo não ter essa intenção, mas da forma como está, outros governos futuros podem interpretar de forma diferente. Por isso, que gostaríamos que o direito à paridade conste na Lei. A gente reivindica que o governo acate essa emenda enviada pelo Sintese, já que o governo está dizendo que não pretende prejudicar. Esperando que nessa reunião de segunda-feira a gente possa esclarecer e que não reste nenhuma dúvida com relação a isso”, finalizou Roberto.




