Prefeitura fortalece a economia circular e a proteção ao meio ambiente com o projeto Repense Reuse

Com foco na proteção ao meio ambiente e à sustentabilidade, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), através da Coordenadoria Ambiental e Coleta Especial, tem fortalecido a economia circular por meio do reaproveitamento de peças têxteis entregues em pontos de coleta espalhados pela capital.

O projeto Repense Reuse, realizado pela Humana Brasil através de 53 coletores, a exemplo dos bairros 13 de Julho, Industrial, Santo Antônio, Orla de Atalaia e Jabotiana, incluindo os ecopontos, fixados em pontos de grande circulação em Aracaju, visa o recebimento de roupas, calçados, acessórios e têxteis doados pela população que realiza a separação dos itens em domicílio e deposita no contentor. Representantes da Humana Brasil passam pelos pontos uma vez na semana, seguindo uma rota de planejamento operacional.

De acordo com o supervisor operacional da Humana Brasil, Rodolfo Souza, o processo de recolhimento é dividido em três rotas. “Passamos uma vez por rota a cada semana, é um caso três vezes na semana. Recolhemos o material e adicionamos à nossa base. Na base, é destinado para um centro de triagem em Salvador. Após a separação, eliminamos o que é utilizável do que não é utilizável e assim as peças voltam para a nossa base, que no caso é a nossa loja, o item pode chegar a valer até no máximo 30 reais”, explicou.

Ao término desse processo, parte das peças segue para doação e outra parte é destinada à venda. Os valores arrecadados são investidos na manutenção dos contentores fixados pela cidade. Segundo o supervisor, Aracaju acolheu, de forma significativa, a iniciativa e a população tem uma participação assídua no projeto.

A assessora técnica ambiental, Letícia Rocha, explica como surgiu esse trabalho integrado entre a Prefeitura, Emsurb e a Humana Brasil. “A parceria surgiu com a necessidade de ter a destinação correta de roupas e acessórios e foi acordado que onde houvesse um ponto de entrega voluntária de coleta seletiva seria acrescentado um coletor para a destinação de roupas. Em 2025, tivemos uma média de 65 toneladas de roupas recolhidas. Um número interessante, que mostra a adesão dos aracajuanos nessa atividade”, disse.

Além dos contentores para doação de roupas nos Pontos de Entrega Voluntária, há ainda os coletores destinados para coleta seletiva de plástico, papel, vidro e metal que realizam a coleta de itens recicláveis que são destinadas as cooperativas. Uma estratégia para que possibilita a coleta de roupas e recicláveis em um espaço único. “A estratégia do Ponto de Entrega Voluntária junto com o projeto da Humanas é estratégico para quando a pessoa chegue ela possa doar material têxtil e materiais recicláveis para coleta seletiva. Tudo em um ambiente próximo sem transtorno e com praticidade”, explicou o consultor técnico da Coordenadoria Ambiental Wesley Andrade.

Atento e sensível a causa o aposentado Hermes Fonseca, observava todo processo de coleta das roupas e contou que contribuiu duas vezes com o projeto. “Acho altamente positivo, principalmente pela grande necessidade que tem das pessoas que não têm essas oportunidades, pessoas que vivem na rua, na periferia. Eu acho que a ideia foi excelente. Vale a pena, já fiz doações duas e penso que as pessoas precisam ter conhecimento para participarem também”, falou.

Passeando por Aracaju, a turista de Feira de Santana/BA, Mariana Magalhães deixou sua opinião ao presenciar a ação. “Eu acho que traz uma praticidade para a vida da gente, para fazer a doação. Porque antigamente era mais difícil, a gente tinha que procurar a igreja, ou então procurar algum parente que tivesse na roça para poder doar agora, já fica bem mais prático. E, é bom a gente saber que está indo para uma instituição que vai fazer o bem, que vai ajudar a sociedade como um todo”, pontuou.

Outro ponto que recebe roupas é na Orlinha do Bairro Industrial, próximo ao Espaço Chica Chaves, como disse a comerciante de artesanato, Juraci Anastácia do Nascimento. “Vejo muitas pessoas sempre depositando roupas ali para doação. Eu acho interessante porque às vezes a gente tem alguma coisa para descartar e fica sem lugar para destinar. Estou juntando algumas peças em casa para em breve doar também”, concluiu.

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