Prefeito interino de Carmópolis chora ao relatar ameaças e atentado

Desde agosto, quando assumiu de forma interina a Prefeitura de Carmópolis após o afastamento do prefeito Alberto Narcizo da Cruz Neto, em Operação da Polícia Federal, o vereador José Augusto (PSD) não tem vivido dias tranquilos. Assumiu o município com funcionários em greve, salários atrasados, falta de medicamentos e serviços essenciais prejudicados.

Mas, ainda pior que todos esses problemas, são as recorrentes ameaças que o prefeito interino vem sofrendo. Em entrevista para a Fan Fm 94,3 Carmópolis, Zé Augusto, como é chamado, desabafou e chegou a chorar ao relatar as ligações em tom de ameaça e um atentado sofrido no último domingo, enquanto se reunia com correligionários na Grande Aracaju.

Segundo Zé Augusto, ele estacionou o veículo na porta da residência onde estava marcada a reunião com outros políticos, que ele preferiu não citar os nomes. De dentro da casa, ele diz ter ouvido o barulho provocado por uma pedra arremessada contra o para-brisa da caminhonete dele. “Estou indo prestar queixa ainda hoje sobre esse caso. Consegui imagens de vídeo que mostram que o veículo passou mais de uma vez no local e na última arremessam um paralelepípedo contra o para-brisa. Não tinham objetivo de roubar. Se eu estivesse ali, capaz de ter morrido”, desabafou o prefeito.

Conforme o prefeito, ele também já recebeu cerca de nove ligações em tom ameaçador, em alguns casos determinando que efetue pagamentos específicos ou colocar as contas com os servidores em dia. “Eu estou trabalhando pelo povo de Carmópolis, não tenho medo dessas ameaças”, disse Zé Augusto, antes de se emocionar.

Após o episódio do último domingo, Zé Augusto afirmou que voltou para sua casa, em Carmópolis, com medo e tentando imaginar quem seria os autores das ameaças e do ataque ao veículo. O prefeito afirmou que ao acionar a Polícia, busca a identificação dos responsáveis.

Relembre

O município de Carmópolis foi alvo de duas operações, uma da Polícia Federal, denominada Estroinas, investigando o uso irregular de recursos durante a pandemia da Covid-19; e outra do Ministério Público de Sergipe, denominada Pandemonium, investigando desvios e fraudes em contratos do município com empresas baianas, pagos com recursos públicos destinados ao combate da pandemia mundial da Covid-19. As Operações culminaram no afastamento do prefeito Alberto Narcizo da Cruz Neto, conhecido como Beto Caju.

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