Prefeito Edvaldo Nogueira determina mais ônibus nos horários de pico

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, determinou, durante reunião do Comitê de Operações Emergenciais (COE) realizada nesta terça-feira (23), melhorias no funcionamento dos terminais de integração do transporte público, com desinfecção e organização do fluxo de pessoas. A medida vem após pressão do Ministério Público de Sergipe (MPSE), que apontou as aglomerações nos ônibus e terminais como agravante para a proliferação do coronavírus.

 

 

Na semana passada, o MPSE solicitou ao Poder Judiciário o julgamento antecipado das duas Ações que discutem o problema do transporte público em Aracaju e região Metropolitana durante a pandemia. As Ações foram ajuizadas em face da SMTT, Município de Aracaju e uma das empresas de transporte público urbano que operam na Região Metropolitana, em abril e maio de 2020, ainda na primeira onda da Covid-19.

A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor pede que haja adequação do serviço de transporte, para que se cumpram as medidas de segurança sanitárias previstas nos decretos governamentais, que proíbem a aglomeração de pessoas.

De acordo com o prefeito, a gestão municipal manterá a estratégia de disponibilizar 100% da frota das empresas para circulação na cidade e irá remanejar mais veículos para linhas de maior demanda nos horários de pico.

Também ficaram definidas estratégias para atuação nos terminais de integração, com a fiscalização e organização do fluxo de passageiros, além de intensificação da desinfecção e da limpeza.

“Reconhecemos a problemática que envolve o transporte público e temos buscado medidas para minimizar a superlotação nos horários de pico”, disse Edvaldo.

Setransp

Por meio de nota, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Aracaju (Setransp) informou que todos os ônibus da frota operacional do transporte público coletivo estão circulando nas ruas de Aracaju e da Região Metropolitana. “Todas as medidas de prevenção e incentivo aos passageiros quanto aos cuidados continuam sendo cumpridas, conforme orientação dos Órgãos Gestores”, disse.

Mas o sindicato diz também que “não adianta disponibilizar 100% da operação, para uma demanda que apresenta queda de 45% do número de usuários” e sugere a ampliação do horário de pico, como por exemplo, escalonamento do início das atividades dos setores produtivos para diminuir o movimento “em um serviço que é de característica de concentração da massa”.

Ainda de acordo com o sindicato, o setor encontra-se beirando o risco de colapso, a cada momento agravado pela distorção entre a oferta e a demanda de passageiros. “Permanecer nessa disparidade traz preocupação quanto ao comprometimento dos demais serviços essenciais”, diz a nota.

Edição de texto: Monica Pinto

 

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