O estado de Sergipe conheceu e conhece muitas mulheres firmes, fortes, empreendedoras, realizadoras, quer na vida pública ou privada, mas nenhuma delas assemelha -se a Maria do Carmo Nascimento Alves, ou simplesmente como gosta de ser chamada, D. Maria.

A senadora Maria do Carmo (D. Maria), nasceu em Cedro de São João no dia 23 de agosto de 1941, estando portanto com 79 anos de uma vida quase toda dedicada à ajudar aos menos favorecidos e mais carentes, principalmente a partir da entrada na política, em 1975, como Primeira Dama do município de Aracaju, na primeira gestão do seu querido esposo, recentemente falecido, João Alves Filho.
João e Maria casaram-se em 1966, e viveram um grande amor durante 54 anos, amor este que trouxe ao mundo 04 filhos. André, falecido prematuramente nos primeiros dias de vida, Cristina, Ana e João Neto.
Advogada por formação, D. Maria não teve tempo de exercer a profissão. Logo no princípio do casamento, dedicou -se a ajudar o marido no ramo imobiliário com a criação da Habitacional Construções, ele que como engenheiro civil, herdara do pai, construtor João Alves, o amor pelas edificações.

Foi a partir de 1975 quando João Alves Filho assumiu a Prefeitura de Aracaju, que Maria do Carmo (opa desculpa. D. Maria) mergulhou profundamente nas carências sociais. Em uma característica só sua, diariamente ela vestia uma camisa polo, uma calça jeans, calçava um tênis e se jogava na periferia.
Foi assim que a invasão da Coroa do Meio foi urbanizada e humanizada. A favela da rodoviária foi transformada em um local digno de moradia, e muitos outros locais de nossa capital passaram a conhecer aquela mulher simples, humilde, capaz de sentar em um chão de terra batida, pegar um caneco de alumínio e beber água de um pote, e compartilhar uma boia gostosa com moradores de alguns casebres. Calada e discreta como até hoje é seu estilo, D. Maria ia embora sem prometer nada, e dias depois homens e máquinas chegavam para construir moradias que dessem um mínimo de conforto àquelas pessoas.

Mas foi a partir de 1983, quando João Alves assumiu o governo do estado pela primeira vez, que o trabalho de D. Maria (conhecida também como a Mãe dos Pobres), ganhou amplitude. Não existe um só município em Sergipe que D. Maria não tenha implantado suas ações. Projetos como o Pró-Mulher depois transformado em Pró-mulher, Pró-família, ganhou reconhecimento internacional, levando em mutirões atendimento médico e social a milhares de sergipanos.
Implantou em Sergipe a distribuição de cestas básicas, colchões e outros produtos.
Lançou o programa Casas de Taipa, que tendo ela própria à frente pegando na pá e na inchada, saía de Aracaju 4 horas da madrugada, dirigindo -se para qualquer ponto do estado e em apenas um dia dezenas de casas de taipa eram colocadas abaixo e surgiam como em um toque de mágica, casas construídas a base de tijolos e alvenaria.

Eu poderia tomar todo o espaço que a Folha de Sergipe me concede, e ocupar ainda outros, para continuar relembrando o que D. Maria representa para este estado. Durante 20 anos, (08 no município e 12 no estado) como Primeira Dama, ela sempre foi o esteio, a segurança, o porto seguro, e a porta da esperança para milhares de sergipanos carentes. Mesmo estando senadora desde 01 de janeiro de 1999, aliás uma excelente senadora, onde as portas do seu gabinete em Brasília estão sempre abertas para todos os prefeitos e políticos de Sergipe, independentemente das respectivas posições políticas, podem perguntar a qualquer um deles, e cito aqui três que não são seus aliados mas reconhecem e agradecem tudo o que ela já fez para os municípios deles, que são Padre Inaldo de Socorro, Adinaldo Nascimento de Indiaroba, e Chico do Correio de Glória, a mente de D. Maria sempre está voltada para Sergipe e quando possível o seu corpo também.

Ainda trazendo na lembrança, e isso será para sempre, a imagem do seu querido marido, amigo e confidente, João Alves Filho, D. Maria hoje mais do que nunca é uma mulher forte, guerreira (como sempre foi) mergulhada profundamente nos problemas de Sergipe e do Brasil e nem parece estar próxima do encerramento do seu terceiro mandato o que ocorrerá ao final do próximo ano.
Aliás, se for realizada qualquer pesquisa hoje o nome de Maria do Carmo vai aparecer lá em cima.
O povo de Sergipe não quer deixar de contar com a sua madrinha e grande aliada para as causas sociais. O povo quer D. Maria em outra eleição para o Senado, ou quem sabe para o Governo do Estado. Sim. Porque não?
Só para refrescar a memória daqueles que são preconceituosos contra a idade, cito alguns exemplos que os contradizem.
Siqueira Campos – Senador de Tocantins aos 90 anos.
José Braz – Eleito agora prefeito de Muriaé (Minas Gerais) com 95 anos.
Michell Temer – Assumiu a Presidência do Brasil com 75 anos.
E por último. Joe Biden, acaba de ser eleito presidente dos Estados Unidos, a maior nação do mundo, simplesmente com 79 anos, coincidentemente a mesma idade da nossa D.Maria.
Finalizo com uma pergunta. Se Joe Biden pode, porque D. Maria não?
Saúde e vitalidade não lhe faltam. D. Maria anda agora passeando até de Jet-ski. kkkk




