A medida que a cada final de semana vamos aqui publicando casos e causos do nosso saudoso João Alves Filho, colegas estão lembrando de fatos e nos enviando, como foi o caso de Márcia Valéria na semana passada recordando do CURIÓ de Tancredo Neves, hoje é a vez de Edgar Silveira, ex-secretário e procurador do estado, descrever ele mesmo um episódio vivido com o Negão.
O PENICO

Uma certa feita, Dr João me contou que Leandro Maciel, então governador do Estado, recebeu uma reclamação de D. Marina, que não gostava de um determinado puxa-saco. Aí, o Dr Leandro perguntou: vc gosta de penico? Ela então respondeu: vc está doido Leandro? Ao que ele respondeu que tb não gostava mas era obrigado a dormir com um de baixo da cama.
Corta: um certo dia eu estava com ele e surgiu na pauta um assunto não muito simpático, aí eu sugeri que ele solicitasse ao “seu pinico”ir resolver e ele disse: meu “penico”.?????
E com um misto de repreensão e sorriso disse, me respeite, aí deu aquela “gaitada”. Não adianta me perguntar quem era esse penico dele pois não direi “ nem sob tortura”.
O PERVERTIDO

Os sergipanos devem se orgulhar porque possuímos a Orla mais bonita do Brasil, construída no terceiro governo de João Alves Filho.
Dentre as atrações da belíssima orla, está o Monumento aos Formadores da Nacionalidade, uma maneira que o sempre criativo ex-governador encontrou para homenagear a quem prestou relevantes serviços ao nosso país.
Certo dia de domingo, estávamos eu e João Alves caminhando na orla (ainda em construção) quando de repente ele me pede uma sugestão “amigo está faltando um nome para completar o monumento onde já constam Princesa Isabel, Zumbi, Getúlio Vargas, dentre outros. Sugira ai”.
Eu então todo compenetrado digo sem pestanejar. “Jonh Kennedy”
Pra que disse isso.
O Negão interrompeu a caminhada, me deu um tapa na cabeça e em voz alta falou” desde quando Kennedy era brasileiro Batalha”, e seguiu a caminhada. Poucos metros depois interrompeu novamente os passos e às gargalhadas falou ” além do mais era pervertido” se referindo as fugas matrimoniais que o ex-presidente americano aprontava.
O CARRO ERRADO

João Alves Filho era no dia a dia um homem super focado nos seus objetivos, trabalhador obstinado, mas por outro lado, muito distraído.
Certa feita, em 2004, o acompanhei a uma viagem a Brasília, onde além de resolver problemas junto aos ministérios, me solicitou para agendar algumas entrevistas em emissoras de rádio e TV na capital federal.
Como João estava na briga contra a transposição do São Francisco sem revitalização, ele acertadamente queria visibilidade para o que defendia.
Entrevistas agendadas, e uma delas com o consagrado jornalista Carlos Chagas. Após o programa (aliás com excelente repercussão) saímos do prédio do SBT, dirigimo-nos para o carro do escritório de Sergipe, que nos aguardava com o motorista no estacionamento.
No percurso me deu vontade de ir ao banheiro e ele falou “lhe aguardo no carro”.
Por coincidência, quando saio do WC me bato com o motorista que também tinha ido satisfazer suas necessidades.
Aceleramos os passos para não deixarmos o governador esperando embaixo de sol. Qual não foi a surpresa, quando chegamos ao carro ele não estava. Começamos a procurá -lo, e o encontramos umas seis filas depois, tranquilamente lendo um jornal, só que dentro de outro carro, que estava com a porta aberta e o negão achou que era o do escritório de Sergipe.




