Policial que denunciou abusos de pastores é investigado na corregedoria

Depois de assumir a liderança de um movimento responsável por denunciar crimes de abusos sexuais, que teriam sido praticados por líderes religiosos da Igreja do Evangelho Quadrangular em Aracaju, pelos quais já houve indiciamento, o policial civil Maurício Romero passou a ser alvo de ataques. Nesta sexta-feira (18), veio à tona informação de que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) abriu uma sindicância para apurar a conduta funcional do servidor.

Por meio de nota enviada ao F5 News, a SSP confirmou que a Corregedoria-Geral da Polícia Civil instaurou o procedimento administrativo no dia 20 de maio passado para apurar a conduta funcional do agente de polícia da instituição. Informou também que o pedido de investigação foi feito pelo Ministério Público Estadual no dia 19 de maio.

“A sindicância visa apurar a denúncia de que o policial civil teria recebido salários como servidor público, sem comparecer ao trabalho, durante alguns meses de 2019 e 2020. A denúncia aponta, ainda, que o policial estava morando com a família em outro país. O caso segue em apuração na Corregedoria”, diz a nota.

Ao F5 News, Maurício Romero disse que já tomou conhecimento do caso e que essa é mais uma tentativa de abalar a imagem dele, como uma forma de descredibilizar ou fragilizar o movimento. Ele confirma que se ausentou para acompanhar o tratamento da esposa, mas diz que o afastamento não foi ilegal.

“Trata-se de mais uma tentativa de me sujar, estão vasculhando a minha vida de ponta a cabeça, pra ver se encontram alguma coisa, como se encontrando alguma coisa suja na minha vida, pudesse limpar a vida daqueles que através do movimento foram levantados os indícios. Querem me denegrir para apagar a sujeira deles, como se fosse possível”, disse.

De acordo com Romero, ‘foram buscar coisas’ da vida dele de 20 anos atrás, mas que se os fatos realmente aconteceram, vão envolver muita gente.

“Se isso realmente aconteceu, existem pessoas que eram meus chefes, que estavam me liderando e que precisam responder por isso”, disse.

F5 News procurou o Ministério Público, mas ainda não teve resposta sobre a denúncia contra Romero à Corregedoria.

Sobre o caso dos pastores, os inquéritos foram encaminhados ao Ministério Público do Estado de Sergipe, há quase um mês, mas até o momento também não houve manifestação do órgão.

Edição de texto: Will Rodriguez

Por Aline Aragão VIA f5 nEWS

 

 

Home

Deixe uma resposta