A Delegacia de Defraudações da Polícia Civil concluiu as investigações sobre um suposto esquema de manipulação em partidas do Club Sportivo Sergipe durante a temporada de 2021.
Segundo a delegada Suirá Paim, a denúncia inicial apontava que alguns atletas do clube manipulavam a quantidade de escanteios em cada partida. O caso chegou até o conhecimento da Polícia Civil após o presidente do Sergipe, Ernan Sena, registrar um boletim de ocorrência. O suposto esquema de manipulação foi divulgado pelo ge.
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Seis atletas do Sergipe são suspeitos de envolvimento no esquema de apostas — Foto: Reprodução TV Sergipe
Desde que a denúncia foi feita, em outubro do ano passado, a perícia criminal da Polícia analisou as imagens das partidas de futebol fornecidas pelo próprio clube e não conseguiu apontar condutas suspeitas da atuação dos jogadores. Portanto, sem materialidade do crime, o inquérito policial foi remetido à Justiça sem indiciamento dos seis atletas investigados.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Civil concluiu pela falta de materialidade do crime, ou seja, não houve o crime previsto no artigo 41-C, do Estatuto do Torcedor, que é adulterar e fraudar resultado de partida desportiva, ou mesmo o crime de associação criminosa. O inquérito policial foi entregue na semana passada à Justiça, que decidirá por possíveis desdobramentos ou arquivamento.
Ainda de acordo com a SSP, o fim da temporada dificultou o trabalho da Polícia Civil colher o depoimento dos suspeitos, que estavam em várias partes do Brasil.
O ge teve acesso ao ofício enviado pela Federação Sergipana de Futebol ao MPE que apresentou mais detalhes sobre como o suposto esquema acontecia. O documento indicava a participação do goleiro Igor Rayan, os zagueiros Matheus Morais e Júlio Pit, os laterais Júlio Lima e Paulo Fernando e do atacante Erick Bahia. Apenas Paulo Fernando não respondeu ao ge, todos os outros negaram envolvimento no possível esquema de manipulação de escanteios.
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Apostas no futebol se popularizaram ao longo dos últimos anos — Foto: Editoria de Arte
Entenda o caso
O assunto chegou até o vestiário colorado por meio de uma denúncia após a eliminação na Série D do Campeonato Brasileiro e causou indignação geral. O clube procurou a Polícia Civil para formalizar uma denúncia.
O ge denunciou as irregularidades e apurou que não era o resultado do jogo que estava em questão. O esquema funcionava da seguinte maneira: esses jogadores apostavam principalmente na quantidade de escanteios que haveria na partida. Eram apostas diretas ou para beneficiar terceiros, que pagavam para que fossem produzidos esses escanteios com o intuito de “a conta fechar” e o prêmio do apostador ficar garantido.
Os lances suspeitos aconteceram no decorrer da temporada e em diversos jogos dos colorados, inclusive na partida da Copa do Brasil, contra o Cuiabá, no Etelvino Mendonça. Na temporada, o Sergipe disputou o campeonato estadual, a Copa do Brasil e a Série D do Campeonato Brasileiro. O clube ainda não sabe quanto esses atletas lucraram com esse esquema.
Após a instauração do inquérito, algumas pessoas – entre diretores do clube sergipano e jogadores citados na denúncia – passaram a ser ouvidas formalmente no Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri).
https://ge.globo.com/se/futebol/times/sergipe/noticia/2022/03/25/policia-conclui-investigacao-sobre-suposto-esquema-de-apostas-durante-jogos-do-sergipe-em-2021.ghtml




