Entramos no processo final das eleições de 2020.
A essa altura dos acontecimentos os blocos já estão nas ruas, os candidatos já estão preparando os seus respectivos materiais, as carreatas começam, os encontros, as visitas realizadas mesmo com as restrições impostas pela pandemia da Covid-19. Nos 75 municípios sergipanos a expectativa começa a crescer, embora ainda exista certa tranquilidade. Mas, a medida que se aproxima o dia 15 de novembro, é claro que a movimentação irá aumentando.

E aí, surge como em todo processo eleitoral, a ferramenta “um instrumento que é utilizado pelos candidatos” com seriedade por àqueles que tem a pesquisa como balizamento das suas conquistas. Outras são utilizadas como maneira de iludir o eleitor, pois afinal de contas o ser humano não gosta de perder. E, por não gostar de perder, muitas destas pessoas vão acompanhando o que determinam as pesquisas.
Acontece que existem pesquisa e pesquisas, existem as pesquisas sérias (que devem ser levadas em consideração). Mesmo porque o candidato que contrata uma pesquisa para iludir o eleitor ele mesmo acaba iludindo-se. Embora, ele tenha essa perspectiva de que o eleitor mesmo de forma fakenews ao ver o seu nome lá no topo desta pesquisa irá à boca da urna sufragar o seu nome, repito, para não ficar com aquela sensação de derrotado.

Algumas pesquisas começam a circular em Aracaju e no estado de Sergipe, algumas delas totalmente infundadas. Com números equivocados e diversos. Existindo a omissão, por exemplo, de nomes de determinados candidatos ou candidatas, com a forçação de barra para outros. E isso é algo abominável.
Aliás, eu sou da opinião de que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SE) não deveria permitir pesquisa antes mesmo do processo eleitoral durante um prazo (vamos supor de 60 dias) e agora por 45 dias por diante as pesquisas deveriam ser suspensas.

Mas, muito bem, enquanto isso não acontece as pesquisas começam a serem jogadas.
Só que eu vou lembrar de alguns números e pesquisas, como por ex: no processo eleitoral de 2018, faltando 60 dias aproximadamente, o então candidato ao governo de Sergipe, senador Eduardo Amorim, aparecia com algo em torno de 37% dos votos, Valadares Filho com 20% e Belivaldo Chagas com 6%. Quem foi que ganhou a eleição? Belivaldo Chagas.
Vamos um pouquinho mais para trás, em 2016, já no (2°) turno, faltando 15 dias para a realização do pleito o candidato Valadares Filho colocou 19 pontos na frente de Edvaldo Nogueira. Quem ganhou a eleição? Exatamente, Edvaldo Nogueira. Mais atrás ainda, na Bahia, o Instituto de Pesquisa Ibope na noite de sábado (véspera da eleição) apontou como ganhador da eleição no 1° turno o candidato Paulo Souto. Então, Paulo Souto com abertura das urnas não só deixou de ir ao (2°) turno como quem ganhou no 1°turno foi o petista Jaques Wagner.

Aqui, em Sergipe, um pouco mais atrás, o Ibope à véspera da eleição de 1994 com à pesquisa de boca de urna apontava o governador Albano Franco como vencedor no 1° turno. A eleição foi ao (2°) turno e quem virou na frente foi Jackson Barreto.
Dito isto, muito cuidado com os falsos profetas. Existem candidatos que nem sequer aparecem com os nomes em algumas pesquisas. Mas, o tempo dirá com quem estar a verdade. Além do mais, o horário eleitoral de rádio e televisão ainda continua influenciando muito e isso, vcs verão com o andar da carruagem.




