Pesquisa mostra que tudo o que se sabe sobre Urano pode estar errado

Quando a espaçonave Voyager 2 se tornou a primeira e única missão a sobrevoar Urano em 1986, ela definiu a maneira como os astrônomos entendem o gigante de gelo. Mas os dados coletados pela sonda também introduziram novos mistérios que continuaram a intrigar os cientistas nas décadas desde o histórico sobrevoo.

Agora, uma nova análise dos dados revelou que a Voyager 2 aconteceu para passar pelo distante planeta durante um evento raro, o que sugere que a compreensão atual dos cientistas sobre o planeta pode ter sido moldada — e distorcida — por uma coincidência estelar incomum.

Os resultados do estudo, publicado na segunda-feira (11) na revista Nature Astronomy, podem ter resolvido alguns dos enigmas criados pelas leituras estranhas de Urano da Voyager 2.

“A espaçonave viu Urano em condições que só ocorrem cerca de 4% do tempo”, disse o principal autor do estudo, Jamie Jasinski, físico de plasma espacial do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Califórnia, em um comunicado.

Os resultados do estudo também podem reforçar a ideia de que Urano permanece um mundo amplamente incompreendido, dado que o conhecimento básico dos astrônomos sobre o planeta surgiu de uma anomalia extraordinária.

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