Perícia vai coletar DNA de familiares de desaparecidos para auxiliar buscas

Como forma de contribuir para a localização ou identificação de pessoas desaparecidas, o Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF) vai realizar a coleta de DNA de famílias que estejam com parentes desaparecidos em Sergipe.

A ação ocorrerá entre os dias 14 a 18 de junho, sendo necessária a assinatura de um Termo de Consentimento e a apresentação do Boletim de Ocorrência (BO).

Ao todo, o estado de Sergipe contabiliza 278 pessoas desaparecidas conforme a última atualização do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, feita em 2020 com dados relativos a 2018/2019. Esse número reduziu 41% no período analisado em comparação ao biênio anterior. Os dados são compilados a partir dos registros de casos de desaparecimento feitos pelas Secretarias de Segurança Pública de cada Estado.

Data e local da coleta

A coleta ocorrerá de 14 a 18 de junho e será realizada pelos peritos criminais do Laboratório de Genética Forense do IAPF, situado na avenida José Conrado de Araújo, 731. O IAPF fica no Sergipetec, no bloco A1, no conjunto Rosa Elze, em São Cristóvão, na região metropolitana de Aracaju.

Os familiares dos desaparecidos serão acionados – por telefone ou outro meio – desde que haja boletins de ocorrência registrados. A Polícia Civil já iniciou a triagem dos registros de desaparecidos, a fim de agendar e subsidiar as coletas que serão realizadas no IAPF.

A expectativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) é que a campanha de abrangência nacional seja mais uma ferramenta para auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas.

Procedimento de coleta

A doação do material genético pode ser feita por dois familiares em primeiro grau da pessoa desaparecida, seguindo a ordem de preferência: pai e mãe; filhos e o genitor do filho da pessoa desaparecida; e irmãos – sendo que no caso de filhos e irmãos,quantos forem possíveis.

O DNA da própria pessoa desaparecida é ainda mais eficiente para a busca, assim, materiais de uso pessoal como escova de dente, aparelho ortodôntico, dente de leite e cordão umbilical podem fazer parte da coleta do material genético.

 

 

Home

Deixe uma resposta