O vereador e líder da oposição da Câmara Municipal de Socorro, Alan Mota (PDT), reiterou o desafio de assinar a CPI contra o ex-prefeito Fábio Henrique com uma condição e declarou que parte da Casa Legislativa está se tornando um “puxadinho” do prefeito Padre Inaldo. A declaração foi feita nesta terça-feira, 29, no Jornal da Fan da Rádio Fan FM.
“Quando eu falo que a Câmara, parte dela, está se tornando um puxadinho do gabinete do prefeito, é por causa da declaração do líder da situação em dizer que o Renato Nogueira (Gabinete do Prefeito) decreta quem vai falar sobre o assunto ou não”, disse Alan.
A impressão que fica, segundo ele, é que a Câmara Municipal de Socorro faz o que Padre Inaldo quer. “Não são vereadores independentes (…). Eu vejo uma situação complicada na Câmara de Socorro, eu estou no terceiro mandato e nunca vi na história política de Socorro uma Câmara tão omissa como essa”.

O vereador declarou também que depois do desafio posto aos vereadores da situação, de que a oposição assinaria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as contas do ex-prefeito Fábio Henrique em troca da assinatura da CPI da Covid-19, ninguém mais tocou no assunto.“Talvez o receio dessa turma, que não quer a CPI da Covid-19, é não saber como ela vai terminar”.
E continuou: “nós não temos receio de fazer nenhum tipo de CPI em relação aos gastos públicos do ex-prefeito Fábio Henrique, porque, ao invés de dívidas, deixamos foi recursos para ele [Padre Inaldo] terminar a creche, Hospital do Jardim, das unidades básicas de saúde (…). Nós deixamos R$ 13 milhões em caixa para concluir o novo horizonte e, até hoje, não foi feito nada”, finalizou.




