Parada desde 2017, obra do IFS não tem previsão para término

Quem passar pela avenida Gentil Tavares, no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju, vai se deparar com a enorme estrutura do Instituto Federal de Sergipe (IFS) passando por uma reforma visivelmente inacabada. Suspensa desde 2017, a obra não tem previsão para conclusão e transformou o local em um verdadeiro elefante branco, abandonado.

Segundo informações da Assessoria de Comunicação do IFS, os serviços de reestruturação do local foram paralisados especificamente no dia 2 de junho de 2017. Desde o início da obra, no ano de 2014, somente 53,30% do contrato foi cumprido.

A reforma estava orçada em R$ 29 milhões inicialmente, no entanto, já foram gastos mais de R$ 16 milhões sem que se chegasse próximo da conclusão dos serviços. Ainda conforme a Comunicação do IFS, no último levantamento feito, em dezembro de 2020, constatou-se que seriam necessários mais R$ 19,2 milhões para dar andamento à obra, o que a tornará mais cara do que o previsto. 

O Instituto não informou ao F5 News quais serviços já foram feitos até o momento. No ano de 2018, o antigo pró-reitor de Desenvolvimento Institucional do IFS, Luciano Mendonça, em conversa com a equipe de reportagem do portal, informou que a antiga empresa responsável pela reforma havia solicitado um aditivo de tempo, aumentando a previsão de conclusão de 2016 para 2017.

“Mas logo no início do ano de 2017, a equipe de engenharia observou que estava havendo atraso e, depois de vários diálogos, culminou na ruptura do contrato. Assim que teve o distrato, procuramos a parte envolvida para um novo processo licitatório. Já temos a empresa que venceu e aguardamos apenas a assinatura do contrato para que as obras sejam retomadas”, disse o pró-reitor, na época.

Desde então, as atividades educacionais que eram ofertadas no IFS do polo Aracaju estão sendo realizadas em dois prédios alugados. F5 News tentou obter o custo dessa operação, mas o  Instituto não forneceu informações atualizadas sobre essa situação. 

 

Edição de texto: Monica Pinto

 

 

Home

Deixe uma resposta