Ossada de mulher encontrada no Jatobá passará por exames de identificação

A família de Urânia Guimarães Oliveira, de 43 anos, encontrada morta na última quinta-feira (15), na Praia do Jatobá, na Barra dos Coqueiros, região metropolitana de Aracaju, chegou hoje (19) à capital sergipana para liberar o corpo, que continua no Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), por se tratar de uma ossada, o processo de identificação da vítima para liberação não pode ser feito apenas por documentos, já que não foi possível fazer o reconhecimento. A segunda opção é o exame da arcada dentária.

“Foram solicitadas à família fotos que mostrem o sorriso da vítima, assim como exames médicos e outros documentos. Paralelo a isso, foi feita a coleta de sangue de uma filha da vítima para realização de exames que possam acelerar o processo de identificação”, informou a assessoria de comunicação da SSP.

O irmão de Urânia, Alberto Guimarães, veio de Alagoinhas, na Bahia, e disse que não sabia que o processo seria tão demorado. “Infelizmente aconteceu isso com minha irmã, a gente veio buscar o corpo, mas não sabia desse processo todo”, lamentou.

Alberto disse que a irmã saiu de Alagoinhas há cerca de sete meses para morar em Sao Cristóvão e teve um relacionamento com um homem de prénome Igor, apontado como executor do crime. “A gente não sabe o que aconteceu, não conhecemos nem a cara desse cidadão que matou ela”, disse.

Investigações

As investigações sobre a morte de Urânia continuam. Até o momento três pessoas foram presas: Adriane Ribeiro Cardoso, Igor José dos Santos e Robson Chagas Ramos que já havia sido preso anteriormente em cumprimento a mandado de prisão definitiva por furto.

Além do crime de homicídio, o Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) indiciou Igor e Robson pela prática de ocultação de cadáver. A vítima desapareceu no dia 13 de fevereiro, um sábado, em São Cristóvão, e o corpo só foi encontrado na semana passada.

De acordo com a delegada Viviane Pessoa, diretora do Depatri, o crime foi praticado por motivo banal, diferente do que havia sido indicado pelos suspeitos, de que a vítima teria feito uma denúncia no Conselho Tutelar contra a investigada.

Edição de texto: Monica Pinto

 

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