Foi sob a promessa de se projetar ao futuro que a atual gestão da OAB Sergipe impôs a construção de uma nova sede da instituição. Para justificar a mudança, a presidência cita a intenção de integrar, fortalecer e valorizar a advocacia sergipana.

Mas ultrapassando o discurso, essas metas não foram cumpridas nem mesmo durante a concepção do projeto, já que não houve uma consulta pública, ou seja, a classe não foi ouvida para chancelar a nova sede, que teve o alvará de construção emitido no fim de agosto deste ano.
A verdade é que o crescimento expressivo no número de inscritos na seccional catalisou o desenvolvimento da OAB/SE, mas infelizmente, não veio acompanhado de uma preocupação com a escuta ativa, pelo menos não durante o mandato de Danniel Costa. É possível que a única coisa sob os olhos da atual gestão seja o orçamento de R$ 12 milhões previsto para o próximo triênio?
Além disso, a própria esposa do presidente assina o projeto de arquitetura da obra, reforçando os claros indícios de nepotismo e a falta de compromisso com os recursos da entidade, uma instituição que sempre prezou pela defesa da justiça social.
A projeção ao futuro que se vende mais parece a projeção dos ideais arcaicos de um grupo seleto que trabalha em prol de interesses pessoais e pretende se perpetuar no poder para continuar a fazê-lo. Do que adianta preparar o solo ou construir uma nova sede se as condições para que a semente advocatícia germine estão em falta?




