“Ele era um rapaz pacato, eu falo não é pelo coração, é pela realidade”. Esta foi a declaração dada por Geraldo Quirino, tio do advogado Geffeson de Moura Gomes, de 31 anos, executado a tiros durante uma operação da Polícia Civil de Sergipe no Sertão da Paraíba, na noite de Terça-feira, 16.
Geraldo foi entrevistado com exclusividade pelo Jornal da Fan, na manhã desta quinta-feira, 18.
Emocionado, ele falou sobre o sobrinho, que foi executado quando estava a caminho da casa dos pais, no município de Cajazeiras, depois que o pai dele testou positivo para Covid-19.

“Geffeson sempre foi muito tranquilo. Ele não tinha arma, sempre cuidou da vida dele desde menor de idade. A maior parte do tempo, ele estava comigo, estava no meu escritório ou na minha casa”, detalhou Geraldo.
O tio do advogado ainda questionou as informações passadas pela polícia de Sergipe sobre o crime.
“A polícia da Paraíba já realizou uma perícia, mas nós vamos solicitar uma outra nossa. As informações ainda são muito nebulosas. Nós vamos exigir que os dois estados deem explicações coerentes sobre o caso. Meu sobrinho foi assassinado brutalmente. Como é que alguém sem arma, é assassinado com sete tiros sentado dentro do carro?”, questionou.
Depois de alvejarem o advogado, os policiais transportaram o corpo dele na carroceria de um carro da Polícia Civil e abandonaram o corpo dele na recepção de um Hospital Maternidade. A Polícia Civil da Paraíba informou que não sabia da presença dos policiais sergipanos no estado.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um procedimento administrativo, nesta quarta-feira (17), para acompanhar a investigação da Polícia Civil do estado sobre a morte do advogado.




