Por Gabriel Jesus
Em entrevista ao Jornal da Fan, o governador Belivaldo Chagas (PSD) falou de diversos assuntos relacionados a sua administração e também sobre a política, especialmente da movimentação que acontece atualmente no grupo governista em torno do Partido dos Trabalhadores.
Nesta segunda-feira, 16, em entrevista à repórter Magna Santana, Eliane Aquino mostrou-se desconfortável em relação a uma possível mudança de secretário na pasta da Agricultura, que atualmente é comandada por um indicado do PT, e disse também que o partido foi peça fundamental na eleição de Belivaldo e frisou, mais uma vez, que “todo partido tem direito de disputar a eleição”.

Belivaldo, no entanto, fez outros questionamentos de maneira crítica. “Edvaldo Nogueira, será que ele teve um papel importante nesse processo de formação do bloco? E o que fizeram com Edvaldo Nogueira na eleição passada, será que foi justo? E uma candidatura do PT para prejudicar Edvaldo Nogueira, será que foi justo?
E continuou incisivamente: “ninguém vai colocar a pecha de traidor em Belivaldo. Absolutamente ninguém. Nem mesmo o cidadão [Valadares] que disse que eu sou o símbolo da ingratidão. O símbolo da traição, da ingratidão foi quem deixou o bloco para apoiar quem não era do bloco”, rebateu.
Belivaldo relembrou de uma reunião que teve com Eliane Aquino, quando recebeu a notícia de que o PT disputaria as eleições de 2020.”Para ficar em quarto lugar e não eleger nenhum vereador”, disse, enfatizando que a vereadora Angela Melo foi eleita pelo Sintese e não por conta do partido.
O governador não deixou claro se o PT está pedindo muito pelo tamanho que é, e reforçou não ter desavenças com o partido. “Eu não tenho problema nenhum com o PT, não estou em crise nenhuma com o PT. No dia em que Lula vier aqui e pedir para falar comigo vou receber com maior carinho do mundo… agora, se Eliane não conhece os movimentos como um todo, eu também não conheço como um todo, mas muita coisa chega ao meu conhecimento”.
Em relação a troca de cargos de diretores e secretários, que são indicados pelo PT, Belivaldo afirmou que esse processo é natural e faz parte da política. Ele expressou também que não há rompimento com o PT e que não passará “a mão na cabeça de ninguém”, até o momento, para mostrar à sociedade que já tem um candidato para 2022. “Todo mundo teve papel fundamental, eu não fui eleito sozinho, eu fui eleito com o agrupamento. O PSD teve um papel fundamental, e por que eu vou isolar o PSD? Eu ganhei a eleição por causa de todos, é preciso respeitar o agrupamento, ninguém é melhor do que ninguém”, declarou.
Sobre Rogério Carvalho, Belivaldo respondeu que ele tem recuado e relembrou a principal sequela do PT. “Eu acho que ele recuou do processo de diálogo com o agrupamento, não sei se ele se sentiu excluído. Mas o problema relacionado ao PT sucessão se deu, na minha avaliação, foi a candidatura na eleição passada a prefeito aqui em Aracaju
Gestão
Em relação a sua administração, Belivaldo considerou que cumpriu com o slogan de sua campanha eleitoral em 2018, “Chegou para Resolver!”. “Eu não errei em nada, eu posso deixar de ter feito algo por falta de condições”.
Ele disse também que as obras de recuperação das rodovias estaduais, que já apresentam problemas, estão sendo corrigidas pelas empresas responsáveis, sem nenhum custo a mais para o estado.
O governador revelou também que os recursos enviados na pandemia pelo Governo Federal foram importantes, mas não o suficiente para resolver todos os problemas da administração. E rebateu as declarações do senador Alessandro Vieira, que tem afirmado que o governo utilizou os recursos da Covid-19 para pagar em dia o salário dos servidores. “Eu tenho todo o respeito pelo senador Alessandro. Agora, ele tem excesso de boa vontade, o que falta é experiência




