Como de costume, o ex-governador Jackson Barreto, fez declarações polêmicas durante entrevista ao Jornal da Fan, na manhã desta sexta-feira, 30.
Questionado sobre quem era o preferido dele para sucessão a Belivaldo Chagas no governo do estado, ele disparou: “ Cê tá doido? Quer tocar fogo no cabaré?” Sorrindo, Jackson completou: “não vou opinar para não tocar fogo no cabaré. Eu já estou muito velho, tenho que ter juízo”.
Jackson ainda disse que apesar de ter suas preferências, ele participa de um grupo e que não cabe a ele fazer essas colocações no momento.
“O governador Belivaldo vai definir. Eu não vou antecipar os fatos, eu tive o meu momento, agora é a vez de Belivaldo”, pontuou.
No meio político, a forma como Jackson citou os nomes dos possíveis candidatos ao Governo, pode ser alguma indicação.
“Tenho muito respeito por Ulices Andrade, Edvaldo tá ai fazendo uma boa gestão, Rogério é o nome do PT, que vem desempenhando um bom trabalho no Senado, Mitidieri é um pestinha na política, um guerreiro, um bom amigo, quanto a Laércio, eu ouço falar, a mim nunca foi colocada candidatura ao Governo”, destacou.
Bolsonaro
Sobre o Governo Bolsonaro, Jackson não poupou críticas e disse que está muito triste pela forma com a qual o Governo tem conduzido a pandemia.
“Está provado pela ciência, que quanto mais vacinados, menor o número de mortes. Nós poderíamos estar em outra situação se o governo tivesse se antecipado na compra de vacinas. Lamentavelmente o nosso país tem sido governado de forma estupida, incompetente e o resultado é esse número absurdo de 400 mil pessoas que se foram”, lamentou.
CPI´s
Com relação a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta no Congresso Nacional para apurar ações do Governo Federal no enfrentamento à pandemia de coronavírus, Jackson avaliou como um processo natural para “apurar as responsabilidades daqueles que faltaram com seus deveres.”
Sobre a sugestão da bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Sergipe para que também seja aberta uma CPI para apurar as ações do Governo do estado, Jackson emitiu críticas.
“Os fatos no cenário nacional, são completamente diferentes dos fatos locais. Os bolsonaristas não tem como justificar isso e ficam querendo fazer CPI. Eles deveriam assumir logo que são bolsonaristas e pronto”, ressaltou.
Candidatura
Para quem pensava que Jackson havia “pendurado as chuteiras”, ele já adiantou que pode ser candidato a deputado federal em 2022 por acreditar que ainda pode contribuir muito para Sergipe.
“Tenho conversado com Edvaldo, com Belivaldo e com aliados no interior do estado, mas essa é uma questão que eu não vou decidir agora”, disse Jackson.
Lula
Jackson já declarou que vota em Lula, caso o petista seja candidato a presidente da República em 2022. Durante a entrevista ao Jornal da Fan, ele lembrou que é amigo pessoal de Lula e que esteve com ele desde a greve dos operários em São Bernardo do Campo, em 1970.
“Eu voto em Lula, mas faço parte do agrupamento de Belivaldo. Todos sabem da minha posição, da minha preferência para presidente da república. Não tem quem faça eu mudar isto. Dei minha vida toda por um projeto e hoje, com os cabelos brancos, eu não vou mudar minha forma de pensar”, afirmou.
Mudança de partido
Membro histórico do MDB em Sergipe, Jackson tem muitas críticas ao partido e pode deixá-lo para se filiar a outra sigla, mas durante a entrevista ele preferiu não adiantar saída. Também não disse para qual partido pode ir.
“Se fizerem uma aliança com Bolsonaro, nem de perto eu quero saber do MDB e da minha história no MDB. Eu não quero estar no partido com Temer, sujo, falso e sem palavra. Ele já tramava dar um golpe, criou no país o monstro que criou. Eu não tenho coragem de olhar para Temer. É difícil essa convivência”, finalizou.




