Nesta terça-feira, 29, o ex-deputado André Moura esteve nos estúdios da Fan FM Carmópolis e foi entrevistado pelo radialista George Magalhães. Na ocasião, ele deixou claro que não se considera nem de situação e nem de oposição, além de não fazer parte do bloco do governador Belivaldo Chagas.
“Não sou de um bloco liderado pela oposição e nem pela situação, vamos assumir um compromisso que for melhor para Sergipe. Não estou no bloco do governador Belivaldo Chagas, fizemos um compromisso em torno da eleição de Edvaldo Nogueira e pronto. Nada contra o governador Belivaldo Chagas, acho que o governo tem acertos e erros”, disse André.
Sobre oposição em Sergipe, o ex-deputado afirmou que o início da desordem aconteceu após o não cumprimento do acordo feito em torno da candidatura do ex-deputado Valadares Filhos à Prefeitura de Aracaju em 2016.
“Sergipe tem oposição sim. Mas, não tem uma oposição unificada. Aliás, não temos desde 2018, quando a oposição se dividiu e deu o resultado que deu. Fizemos um compromisso em 2016 para apoiar a candidatura de Valadares Filho para prefeito e em troca eles apoiariam o nosso projeto em 2018, o que não aconteceu. A oposição começou a quebrar ali”, pontuou o político.
André esclareceu sobre a sua situação em torno do PSL em Sergipe, que passará ao seu comando nos próximos dias. Apesar disso, por enquanto, se manterá à frente também do PSC.
“O PSL a partir de janeiro terá uma nova executiva estadual sob o nosso comando com a missão de reestruturar o partido, fazer um partido grande, forte, competitivo e iniciar um planejamento para 2022. Estamos fazendo essa discussão com o nosso agrupamento. Vamos organizar os dois partidos, mas muito provavelmente iremos nos filiar ao PSL. Não estamos preocupados, nesse momento, com espaço no governo Federal”, explicou o ex-parlamentar.
Questionado sobre qual o cargo que deverá concorrer em 2022, André deixou claro que não tem nenhuma definição, mas que seguirá o que o partido decidir. Ele aproveitou para ressaltar o montante de recursos conseguidos para o Estado mesmo sem mandato.
“Cada coisa a seu tempo. Vencemos a etapa das eleições municipais. Não descarto possibilidade nenhuma. Isso será um processo que vamos discutir a partir de agora com o nosso agrupamento, com os membros do PSC e com outras lideranças políticas do nosso estado. Não tem essa sangria desatada de discutir candidatura nesse momento. Meu principal objetivo em 2022 é ter mais possibilidade, através de um mandato, de ajudar o Estado de Sergipe. Entendo que temos muito o que ajudar ainda Sergipe. Não tenho mandato, não exerço mandato, mas pode ter certeza que nesses dois anos que André Moura está sem mandato, fomos nós que trouxemos mais recursos para o Estado de Sergipe. Foram mais de R$ 200 milhões para Sergipe, mais do que um político com mandato. É essa força de trabalho que quero colocar de novo à disposição de Sergipe”, garantiu André.
Em relação ao trabalho desenvolvido pelos atuais senadores, André foi categórico ao afirmar que o senador Alessandro Vieira (Cidadania) vive de discurso e que não pensa no povo de Sergipe.
“Preguiçoso, um zero à esquerda, que não pensa em Sergipe e não tem compromisso com Sergipe, o senador Alessandro. Vive em Brasília no mundo da lua achando que discurso resolve o problema. A maior decepção dos sergipanos. Vai ali na tribuna, fala, fala, fala e ninguém dá ouvidos”, disse.
Sobre a possibilidade de herdar o legado político do ex-governador João Alves Filho, André se disse orgulhoso caso isso acontecesse. “Gostaria muito de ter capacidade para ser o herdeiro político do governador João Alves, seria um orgulho mito grande. Tive a alegria de viver aquilo que eu ouvia muito sobre Dr. João, um homem que pensava Sergipe. Foi uma grande honra de servir a Sergipe e ao governador João Alves. Tenha certeza da minha admiração por Dr. João e pela senadora Maria do Carmo”, reforçou.
Em relação ao senador Rogério Carvalho (PT), o ex-deputado reconheceu a sua posição de destaque no Senado, mas pontuou a inviabilidade de conseguir recursos devido ao seu papel oposicionista ao governo Bolsonaro.
“Rogério chegou no Senado, conquistou o espaço de líder da bancada no Senado, mas tem um problema que é o partido, que por ser de oposição não consegue viabilizar recursos para o Estado de Sergipe”, lamentou André.




