Músicos questionam critérios da seleção de artistas na Lei Aldir Blanc em Nossa Senhora do Socorro

Trajetória artística, importância cultural e diversidade musical dão lugar à afinidades eleitorais. Foi o que expressou o cantor Garizinho de Luxo, um dos muitos artistas de Nossa Senhora do Socorro que questionam os nomes contemplados com a Lei Aldir Blanc.

“Quais foram os critérios para esta seleção? Tem artistas que tem um mês no mercado e receberam, cantor que não tem nem CD pronto. Tem gente que tem 8 anos, 4 anos de história e não foi lembrado, isto só pode ter envolvimento político”, disse o cantor.

Em resposta a esta e outras alegações, o Secretário da Cultura e Turismo de Nossa Senhora do Socorro,  Natan Reis,  negou o fato de que pessoas que participaram de sua campanha eleitoral em 2020 foram beneficiadas no processo de recebimento do subsídio no município.

Em entrevista ao Jornal da Fan, da rádio Fan FM, na manhã desta terça-feira, 09, o secretário disse que o processo de seleção não envolve questões políticas, alegando que aqueles que fizeram oposição à sua candidatura também foram contemplados.

Músicos questionam critérios da seleção de artistas na Lei Aldir Blanc em Nossa Senhora do Socorro

“A campanha já passou. Para a seleção nós seguimos um edital, uma comissão faz a avaliação de documentos. Tivemos 275 inscritos e 100 contemplados, é claro que nem todos vão entrar, mas hoje é dia apresentar recurso para contestação. Ainda ontem tivemos músicos lá na secretaria”, disse Natan Reis.

A denúncia em questão partiu de artistas consolidados e que tem uma projeção e um envolvimento cultural na cena cultural da cidade de Socorro, mas que não foram agraciados com o subsídio.

Personalidades como o cantor Garizinho de Luxo e o produtor musical Nilton se posicionaram em nome da classe de artistas para questionar os critérios avaliados pela Comissão de julgamento para contemplar os artistas.

As principais reivindicações estão centradas no fato de que pessoas de fora do município e com pouco tempo de atuação foram beneficiadas.

“Não só eu como toda a classe de músicos estamos indignados, não houve votação, foram selecionados de dedo, quem é músico conhece quem é também. Muitas pessoas que não são de Socorro entraram e nós de dentro ficamos de fora, qual é o papel delas? Há pessoas que estão sofrendo devido a pandemia”, relatou Nilton Produções.

Em contrapartida, o secretário Natan Reis argumentou que as pontuações para a seleção sofrem influência da trajetória musical, o portfólio e a documentação e que todo o processo é transparente e previsto pelo edital.

 

 

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